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A deputada Conceição Pereira afirmou, hoje, numa intervenção realizada na Assembleia Legislativa da Madeira, que “a fase pandémica em que nos encontramos, com a presença de uma variante altamente contagiosa, mas pouco agressiva, a menor gravidade da Ómicron, com uma prevalência de quase 100%, os níveis de vacinação completa, superiores a 85%, e o número de internamentos hospitalares, impunha alterar as medidas que estavam em vigor”.

Segunda a deputada, tornou-se, deste modo, “necessária uma adaptação ágil das normas e procedimentos definidos pelas autoridades de saúde, para melhor acompanhamento dos doentes Covid, não Covid e a adesão da população ao que é necessário em cada momento”.

Nesse sentido, lembrou, foram apresentadas novas recomendações a 31 de janeiro, entre elas o fim da testagem massiva semanal da população, mantendo-se, contudo, a testagem aleatória, até julho, com uma amostra de cinco mil pessoas por mês, ou seja, 2% da população, aproximadamente.

Conceição Pereira recordou que os testes rápidos de antigénio continuam a ser gratuitos para quem apresente sintomas de Covid-19, nomeadamente febre superior a 38º.

Além disso, referiu, para aceder à maioria dos recintos públicos e privados passa a ser exigido apenas certificado de vacinação completa ou de recuperação de doença, em linha com a orientação do Conselho Europeu que segue as recomendações do Centro Europeu de Controlo de Doenças.

Conceição Pereira reforçou que, nos aeroportos e portos da Madeira e Porto Santo, não se realizam testes aos passageiros e os centros de testagem serão desativados. “Será exigido ao viajante o certificado de vacinação ou de recuperação como acontece na maioria dos outros países europeus e não só. A nível nacional esta recomendação ainda não está a ser implementada.”

A deputada salientou que “a pandemia não acabou e o número elevado de novos casos diários merece toda a atenção e é o que está a ser feito. Mas não podemos negar que vivemos, graças à elevada taxa de vacinação, à disponibilidade de mais recursos humanos, equipamentos e instalações, uma fase diferente da Covid-19”.

De acordo com Conceição Pereira, “as novas regras têm subjacente a necessidade de preservar a saúde da população, mas devendo as pessoas serem conscientes e responsáveis”, acrescentado que “é essencial libertar os médicos de família para se dedicarem em pleno aos seus utentes”.

No entanto, ressalvou que “temos de continuar a usar as armas que temos ao nosso alcance, as vacinas, os medicamentos, os testes de diagnóstico, o uso de máscaras e o distanciamento, entre outras”.

A deputada destacou ainda o contributo valioso da plataforma s-Alerta Cidadão, desenvolvida pelo serviço de informática do SESARAM, a qual permite a emissão de declarações de incapacidade aos infetados e gerir as altas. Para além de um conjunto de informações que contribuem para a aplicação das medidas agora em vigor.

“Contrariamente ao que vem dizendo a oposição, ao longo de todos estes meses, contestando todas as medida, a Ordem dos Médicos elogia as opções da Madeira no combate à Covid-19. O Bastonário dos Médicos, Dr. Miguel Guimarães, que dispõe de  informação de tudo o que se passa a nível nacional no que refere à Saúde, do Minho ao Algarve, dos Açores à Madeira, afirmou recentemente que «é exemplar a forma como a pandemia está a ser gerida na Madeira».”