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A deputada Rubina Leal afirmou, hoje, no debate, requerido pelo PSD, na Assembleia Legislativa da Madeira, que as medidas de combate à Covid-19 na Região resultaram numa aposta ganha, ficando claro que os madeirenses puderam contar com o sistema regional de saúde “competente, resiliente e pró-ativo”.

“Não colapsamos como aconteceu no resto do país”, disse, salientando que foi possível continuar com a atividade diária, para além do trabalho de contenção da pandemia, mas sem “qualquer solidariedade do Estado português e com a relutância do Governo da República em dar o aval ao empréstimo de 450 milhões de euros à nossa Região”.

Rubina Leal sublinhou que todo o trabalho realizado na Madeira contou com a cooperação e confiança da população no seu todo, dos trabalhadores, das empresas, do setor da economia social. “Mais uma vez demonstrámos a nossa capacidade de adaptação e de resiliência em momentos de crise”, disse, lembrando que a pandemia ainda não terminou e a recuperação económica precisa de estabilidade, mas também de ousadia e de visão.

A deputada realçou que a vacina representa um horizonte de esperança e tem possibilitado o regresso a uma vida “que se quer mais segura, mais saudável e mais responsável”, numa nova “normalidade”, com o aligeirar das medidas de contenção e com a abertura a vários níveis. Nesse sentido, reiterou que “quanto mais pessoas estiverem vacinadas, menor a possibilidade de se desenvolveram novas variantes” e só assim se alcançará a imunidade da população madeirense.

Rubina Leal, que realizou a intervenção de abertura do debate, afirmou que logo que foi possível “foram criadas todas as condições logísticas para armazenamento e distribuição das vacinas, através de uma rede de frio com equipamentos próprios para o efeito”, montando-se, de “uma forma célere e eficaz, uma operação de vacinação que alocou os recursos de saúde, em todos os concelhos da Região, garantindo que todos os cidadãos, dos mais diferentes municípios estão em pé de igualdade”.

Para a deputada, “um ponto fulcral de toda a tramitação, é a forma absolutamente transparente de todo o processo, incluindo os critérios para se ser vacinado, que se encontram no Plano Regional de Vacinação Contra a COVID-19.”

“Transparente porque semanalmente são comunicados todos os dados referentes à vacinação de uma forma clara. Transparente porque possuímos ainda um site, disponível em quase duas dezenas de línguas, com um conjunto de informações disponíveis, referentes à vacinação, que visam esclarecer a população e ainda uma linha telefónica especializada no esclarecimento de dúvidas sobre a vacina contra a COVID-19. Transparente porque foi criada uma plataforma para os utentes que não são seguidos no Serviço Regional de Saúde, onde poderão efetuar a sua inscrição.”

Por isso, adiantou, na Região não se verificam atropelos, ninguém passou à frente de ninguém. Nem houve desperdício de vacinas, “ao contrário daquilo que se passou no território nacional, onde foram vários os relatos de desperdício de vacinas, de atropelamentos na administração das vacinas”.

Numa altura em que a 3ª dose já foi iniciada e aberta à população com mais de 18 anos, Rubina Leal sublinhou que estamos quase a concluir a meta de ter 85% da população vacinada.

“Estamos praticamente a cumprir esse objetivo, sendo por isso que deixo desde já um apelo a que todos aqueles que ainda não se vacinaram, e estão em condições de o fazer, que o façam”, disse, referindo que, na nossa Região, temos 83% da população com a vacinação completa e 84% com a vacinação iniciada.