• Capa_abril_Site-100.jpg

O deputado Carlos Rodrigues afirmou, hoje, que “contemporizar com este orçamento [do Estado] é ser cúmplice do desdém, da indiferença, é ser parceiro de quem nada quer connosco, é ser conivente com estas malfeitorias e isso não pode ser aceite nem tolerado por qualquer madeirense que se preze”.

Numa intervenção na Assembleia Legislativa da Madeira, sob a temática da mobilidade aérea, o deputado salientou quer “as acessibilidades com o exterior assumem uma importância central no universo insular”, sem que “essa importância se acentua quando o território em causa tem como setor principal da sua economia o Turismo”.

Neste capítulo, referiu Carlos Rodrigues, “a proposta de Orçamento do Estado, tal como foi apresentada, não é, apenas, uma desilusão, trata-se de um ultraje, de um insulto, uma epítome da desconsideração e do desprezo que o governo socialista reserva para a Madeira e para os madeirenses”.

No que diz respeito ao Subsídio Social de Mobilidade, lembrou a Assembleia Legislativa da Madeira “foi capaz de se entender, na sua totalidade, numa proposta de alteração deste instrumento que corrigia os seus aspetos menos positivos”, resultando num acordo unânime e com contributos de todos.

Essa proposta, continuou, “foi enviada para a Assembleia da República onde foi aprovada por todos os partidos, ainda que o Partido Socialista o tenha feito a contragosto e depois de muita hesitação”.

Contudo, “estamos, desde essa data, à espera que este governo socialista regulamente a lei”. Ou seja, “quase três anos depois, nada foi feito” e “o espírito vingativo e retorcido do Primeiro-ministro mandou essa decisão para o congelador”.

“Vencido na Assembleia da Madeira, derrotado na Assembleia da República, fez birra, amuou e castigou os madeirenses que se veem obrigados a adiantar verdadeiras fortunas para saírem da ilha”, disse.

A operacionalidade do aeroporto da Madeira foi outra questão referida pelo deputado, realçando que ela é “crucial para a nossa economia”, pelo que “os constrangimentos operacionais comprometem o desenvolvimento e o progresso da Região”.
Carlos Rodrigues sublinhou que esta questão foi ignorada em absoluto pelo Governo da República até ao ano passado. “Não conseguindo mais escapar, lançaram uma manobra de dilação, constituindo um grupo de trabalho para estudar as possíveis soluções”, afirmou.

Porém, “ogo tão crítico para a nossa vida, tão central para a nossa economia, foi alvo da tradicional indiferença socialista, ficando esta evolução, uma vez mais, adiada e que fiquemos por nossa conta e risco”.

O deputado adiantou que “a desconsideração socialista em relação a estas matérias não se fica por aí”.

“Prometeram baixar as taxas aeroportuárias dos aeroportos da Madeira e do Porto Santo e nada fizeram. Prometeram investimentos para o aeroporto do Porto santo e não cumpriram. São donos da TAP e permitem que esta empresa pública continue a cobrar preços astronómicos e indecorosos nas ligações entre o Continente e a Região, ferindo de morte a competitividade do destino Madeira e vedando a livre circulação interna dos portugueses aqui residentes”.

Ainda em relação à TAP, reforçou, “o governo socialista, dono da TAP, permite que esta empresa pública, abandone o Porto Santo no Inverno, isolando estes cidadãos portugueses e ferindo de morte os interesses dos habitantes da Ilha Dourada”.

Por tudo isto, Carlos Rodrigues sublinhou que “o desdém que António Costa e o partido socialista manifestam em relação a estas questões leva a que os madeirenses jamais possam confiar nestas pessoas sem escrúpulos, que rasgam os compromissos assumidos, que mentem para obter votos, que prometem sem qualquer intenção de cumprir e que adotam esta postura vingativa e castigadora para com os seus concidadãos insulares.”

E deixa a questão: “Até quando o Partido Socialista da Madeira vai amparar estas atitudes, até quando irá apoiar estes indivíduos, até quando se submeterá aos ditames de Lisboa, até quando viverá vergado a estes desmandos nacionais.”