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O deputado Bernardo Caldeira afirmou hoje, numa intervenção na Assembleia Legislativa da Madeira, que o “PSD Porto Santo trabalha afincadamente, com os olhos postos no futuro”.

“A candidatura da Coligação PSD/CDS Acredita Porto Santo, demonstrou já a sua proatividade, com a apresentação de propostas que, para além de credíveis e exequíveis, vão ao encontro dos reais interesses do Porto Santo e dos Porto-santenses”, disse, salientando que, “como já foi dito pelo candidato Nuno Batista, a problemática dos transportes é uma prioridade, e a sua resolução é um processo já iniciado, e que não irá parar”.

O deputado lembrou que faz agora duas semanas que foram apresentadas duas propostas relativamente a esta matéria, uma a alertar o Governo da República para a abertura atempada do concurso público internacional da linha aérea, Porto Santo - Madeira - Porto Santo, com as respetivas reivindicações que o PSD quer ver salvaguardadas no caderno de encargos, e outra para que a TAP concorra a este concurso, com a possibilidade de ligar o Porto Santo a Portugal Continental, durante todo o ano.

Ambas as propostas, recordou, foram aprovadas na Assembleia da Madeira, não contando apenas com o voto favorável do Partido Socialista.

O que o leva a concluir que “para o Partido Socialista da Madeira, não há qualquer urgência na abertura do concurso, tendo o deputado e candidato à Câmara Municipal do Porto Santo Miguel Brito, justificado a abstenção nesta matéria porque não compreendia o timing da proposta”.

Bernardo Caldeira passou então a explicar que, pela legislação europeia, o concurso tem que ser lançado em novembro deste ano, ou seja, o Caderno de Encargos terá que estar pronto, o mais tardar, em setembro/outubro. “Feitas as contas faltam três meses, e o Sr. Deputado candidato Miguel Brito não aprova porque não compreende o timing. Felizmente todos os Porto-santenses compreenderam que o timing era este, só não compreenderam o sentido de voto do senhor candidato.”

Mas mais grave, continuou, “relativamente à segunda proposta, o Partido Socialista da Madeira, onde se inclui, o Sr. Deputado e candidato à Câmara Municipal, Miguel Brito, não quer que a TAP participe no concurso público internacional, e concorra à linha aérea entre o Porto Santo e a Madeira, tendo votado contra”.

Posto isto, afirmou, “o Partido Socialista da Madeira é contra a que a TAP concorra à linha Porto Santo – Madeira”. É também contra “a possibilidade da TAP ligar o Porto Santo a Portugal Continental durante todo o ano” e “contra a estabilidade profissional de todos os trabalhadores da Groundforce do Porto Santo”.

Já os “Porto-santenses não irão perdoar tamanha traição de alguém que votando contra o Porto Santo e os Porto-santenses, depois bate-lhes à porta a pedir o voto”, assegura,

“Sr. Deputado/Candidato Miguel Brito, que não queira apresentar propostas estruturantes para o Futuro do Porto Santo, é uma opção sua, mas votar contra as soluções concretas e exequíveis para a resolução da problemática dos transportes aéreos, é só demonstrativo que a sua candidatura à Câmara Municipal do Porto Santo, não passa de um erro de casting”, realçou Bernardo Caldeira.

O deputado lembrou que, aquando da discussão e aprovação dos diplomas, o PSD afirmou que não iria ficar por aqui. E assim foi:

“Na passada terça-feira, juntamente com o candidato da Coligação Acredita Porto Santo (PSD/CDS), Nuno Batista e com o Deputado na Assembleia da República Paulo Neves, deslocámo-nos a Lisboa, onde participámos em diversas reuniões de trabalho, tendo em vista a agilização do procedimento de concurso público internacional para a concessão da exploração da linha aérea Porto Santo/Madeira/Porto Santo, que termina em Abril de 2022, e simultaneamente procurar cativar a TAP, de capitais maioritariamente públicos, detidos pelo Estado Central, a concorrer à exploração daquela rota, acrescentando valor à mesma ao incluir no circuito regional a ligação direta entre o Porto Santo e Lisboa, neste momento inexistente no período de Inverno IATA.”

O deputado referiu que da reunião mantida com o Conselho de Administração da TAP, em que também participou o administrador madeirense Bernardo Trindade, ficou vincada a predisposição, a vontade e o empenho da TAP para colaborar com esta solução de acrescentar à linha regional a ligação direta do Porto Santo a Lisboa, pelo menos três vezes por semana, pois existe disponibilidade para tal quer na frota de aviões, quer ao nível dos recursos humanos, faltando apenas que o Governo da República defina o mais rapidamente possível quais as suas intenções relativamente ao caderno de encargos para que a companhia aérea de bandeira nacional se prepare para concorrer, o que será na nossa óptica uma excelente notícia para o Porto Santo.

Já na reunião com o Líder Parlamentar do PSD na Assembleia da República, Adão Silva e com o Vice-Presidente Afonso Oliveira, ficou acordado que a questão da mobilidade aérea entre Porto Santo, Madeira e Portugal Continental será em breve tema de debate na Assembleia da República, tendo o Grupo Parlamentar do PSD adotado os projetos de resolução emanados da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira

Ficou ainda o compromisso, segundo o deputado, de em breve, ser enviada uma comitiva de três deputados daquela bancada de visita ao Porto Santo para melhor aferir dos constrangimentos provocados pela ausência de ligação aérea direta a Lisboa no período de Inverno IATA e perceber, num trabalho conjunto com o Governo Regional e com as entidades do Porto Santo, que aspetos podem ser melhorados e trabalhados em relação ao caderno de encargos da rota inter-ilhas.

Quanto à audiência com a direção da Associação Portuguesa de Agentes de Viagens e Turismo (APAVT), onde estiveram presentes Pedro Costa Pereira, Presidente da Associação, Paulo Brehm e Ricardo Figueiredo, as propostas do PSD foram acolhidas com entusiasmo, tendo sido manifestada abertura para que os operadores turísticos, seus associados, que há anos trabalham a oferta turística Porto Santo encontrem alternativas de inverno, tais como a promoção de eventos de cariz cultural ou iniciativas destinadas ao mercado do turismo de congressos.

“O Dr. Pedro Costa Ferreira, disponibilizou-se para que a própria APAVT sirva de charneira a este nicho de mercado, realizando o seu congresso, que anualmente mobiliza cerca de seiscentos congressistas, na ilha dourada. A aposta neste nicho de mercado permitirá rentabilizar a rota e as taxas de ocupação das aeronaves, assim como de todo o tecido empresarial do Porto Santo, divulgando o destino Porto Santo e em última análise esbater a tão famigerada sazonalidade”, disse.

Bernardo Caldeira acrescentou que o meeting em Lisboa contou ainda com duas reuniões extraordinárias: uma com o administrador da SevenAir, Carlos Amaro, e o seu Presidente, Pedro Leal, e outra com a administradora do Aeroporto de Cascais, Maria do Céu Garcia.

No caso da SevenAir, companhia que já deteve a operação da linha aérea regional, a opinião é comum aos restantes interlocutores, ou seja, a de que o atraso registado no lançamento do caderno de encargos para o concurso público internacional de concessão da exploração da linha aérea Porto Santo/Madeira/Porto Santo por parte do Governo da República, faz com que as companhias aéreas não se consigam preparar atempadamente para dar resposta às especificidades da linha, o que resulta em grande prejuízo quer para os operadores, quer para os passageiros e acima de tudo, para o Porto Santo.

Quanto ao Aeroporto de Cascais, de gestão municipal, pode ser encarado futuramente como um plano B para ligar a ilha dourada a Portugal Continental, pois foi grande a abertura manifestada pela administração daquela infra-estrutura, para através da montagem de uma operação que permita a saída e recepção de voos em aeronaves de dimensão mais reduzida, desde os jactos privados, até ao modelo ATR ou similar, com taxas aeroportuárias mais baixas, contribuindo para levar mais pessoas ao Porto Santo.

“É desta forma que pretendemos e vamos trabalhar, em rede, utilizando todas as sinergias possíveis”, salientou Bernardo Caldeira, sublinhando que “a candidatura da Coligação Acredita Porto Santo, liderada pelo Nuno Batista, demonstrou uma capacidade inata de proatividade, de construção e sedimentação de pontes, mas acima de tudo, demonstrou que consegue chegar aos centros de decisão”.

Bernardo Caldeira reiterou ainda que o PSD/CDS no Porto Santo “não tem um candidato com o objetivo de ganhar eleições, apenas por ganhar e depois logo se vê. A Coligação Acredita Porto Santo, liderada pelo Nuno Batista, formou uma equipa, uma equipa preparada para enfrentar os desafios do Porto Santo nos próximos anos, tendo como único objetivo, a defesa dos interesses do Porto Santo e dos Porto-santenses, não estando de certeza ao serviço de qualquer agenda política”.