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A deputada Rubina Leal destacou, numa intervenção na Assembleia Legislativa da Madeira, o mais recente estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, divulgado este mês, que traçou o retrato da pobreza em Portugal, salientando que as suas conclusões são altamente surpreendentes e levam-nos a refletir verdadeiramente.

Entre as várias preocupações destacou aquelas que considerou serem as mais preocupantes, como o facto de um quinto da população portuguesa ser pobre, cerca de 11% dos trabalhadores estar em situação de pobreza e a maioria da população em situação de pobreza trabalhar.

“É lamentável quando um estudo, realizado por uma instituição com esta credibilidade, conclui que não basta ter um emprego seguro para não se ser pobre”, disse.

Outro dado que considerou ser preocupante é o facto de o estudo referir-se a 2018, antes da pandemia, sendo expetável que esta situação se tenha agravado.

Contudo, não tem havido por parte do Governo da República, segundo a deputada, interesse em conceder apoios sociais aos que deles precisam, lembrando que este socorreu-se da Lei Travão para travar diplomas de cariz social aprovados na Assembleia da República, com os votos contra do PS.

Embora não tenha usado essa mesma Lei Travão para derramar milhões na TAP, no Novo Banco e na EDP.

É este o sinal mais evidente de que este Governo da República não tem interesse em apoiar as famílias, os trabalhadores, os profissionais de saúde.

Felizmente, adiantou, na Madeira, foi precisamente uma opção contrária aquela que foi tomada pelo nosso Governo: apoiar as famílias, os trabalhadores, as empresas e as instituições. “Na Madeira apoiamos quem mais necessitava, sem qualquer auxílio do Governo Português, que tarda em nos transferir verbas para colmatar os gastos com a COVID-19”, disse.

“Relembro que, no ano de 2020 a Madeira executou mais 137,5 milhões de euros em medidas de mitigação dos efeitos da pandemia, cerca de 10% do total de execução orçamental, o percentual mais alto do país.”

Rubina Leal afirmou que “aqui há uma preocupação com as pessoas, com os mais vulneráveis, aqui investe-se fortemente no apoio social, aqui apoiamos as famílias, os trabalhadores, as empresas e as instituições”.

“Há uma distinção muito clara e há uma marca social-democrata evidente na forma como se governa, não só em tempos de prosperidade, mas essencialmente em tempos de crise”, concluiu.