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O deputado Brício Araújo afirmou hoje, numa intervenção na Assembleia Legislativa da Madeira, que “José Sócrates representa o que de pior teve a política. O seu lado mais negro, o desprezo total pela causa pública, pelas instituições, pelo Democracia e pelo Estado de Direito. A absoluta insensibilidade”.

Na opinião do deputado, o ex-Primeiro-Ministro Socialista “traiu da pior forma o país e os portugueses” e “não esteve sozinho”.

Segundo Brício Araújo, “muitos daqueles que agora fingem não o conhecer, estiveram ao seu lado e tentaram mesmo, depois de tudo, relançar o seu percurso político”. E isso, adiantou, “merece também uma reflexão”.

O deputado recuou um pouco na história do nosso país, Até dia 06 de abril de 2011, o dia em que Teixeira dos Santos anunciou, no Jornal de Negócios, a necessidade de o País pedir ajuda externa urgente. Nesse sai, lembrou, o Ministro das Finanças assumia que Portugal só tinha dinheiro até final do mês de maio desse ano.

Horas depois, no mesmo dia, recordou Brício Araújo, “o então primeiro-ministro José Sócrates, a governar desde 12 de março de 2005, secretário-geral do Partido Socialista, desde 24 de setembro de 2004, surgia sereno nos ecrãs de televisão a confirmar ao país que tinha de pedir ajuda externa”. “O Partido Socialista tinha levado Portugal à falência”, disse.

“Depois de seis anos de uma governação absolutamente desastrosa, muito pressionado pelos bancos e pelo mercado financeiro, o homem que disse que «pagar dívidas é uma ideia de crianças» - «as dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei», referia José Sócrates numa Conferência em Paris - era obrigado a reconhecer publicamente o resultado dos erros da governação socialista e a assumir um resgate financeiro em troca de muitas medidas de austeridade para corrigir as contas públicas e também os desequilíbrios económicos. Sublinho: um resgate financeiro para o qual nos empurrou e que obrigava a muitas medidas de austeridade para corrigir as contas públicas e também os desequilíbrios económicos.”

O homem, lembrou Brício Araújo, a quem António Costa se referiu em 2009 como «um grande líder e um grande primeiro-ministro», “acabou por levar o país à bancarrota”.

Portugal recebeu então a Troika e, dos parceiros europeus e do FMI, um empréstimo de 76.400 milhões de euros, dos quais tem ainda por pagar cerca de 49.600 milhões de euros relativos ao dinheiro que veio da europa, recordou ainda o deputado, salientando que se prevê, se não existirem alterações de calendário, que a última tranche desse empréstimo seja liquidada apenas em 2042.

Porém, salientou, “José Sócrates trouxe a Troika, mas foi Pedro Passo Coelho quem teve de Governar debaixo de rigorosas imposições financeiras que obrigaram a apertadas medidas de austeridade”.

“Em 06 de abril de 2011, altura em que José Sócrates anunciava a necessidade de resgate externo, os mercados financeiros cobravam a Portugal, nos empréstimos a 10 anos, uma taxa de juro que era considerada muito elevada: 8,5%. Em 30 de janeiro de 2012, já na Governação PSD/CDS, essa taxa dispara para o máximo histórico 17,4%. Foi esta a herança de governação do Partido Socialista que o PSD e o CDS tiveram de resolver. E resolveram!”

Brício Araújo realçou que, nos últimos anos, e em grande parte devido à ação do Banco Central Europeu, os juros baixaram, e chegaram mesmo a valores negativos. No entando, “inexplicavelmente, o Governo da República continua a cobrar juros à Região acima daqueles que suporta para se financiar. Apesar da Resolução desta Assembleia e do anúncio de redução de Mário Centeno em dezembro de 2019 enquanto elogiava as contas públicas da Região, Lisboa continua a cobrar à Madeira uma taxa de 2,8% (2,783%).”

O deputado referiu ainda que “foi Pedro Passos Coelho que anunciou a saída limpa para 17 de maio de 2014” e fê-lo sem recorrer a qualquer programa cautelar.

Ou seja, reiterou “o PSD devolveu a credibilidade perdida às mãos dos Governos socialistas de José Sócrates”. Um facto de que “ser lembrado”-

Brício Araújo afirmou que “10 anos depois da chegada da Troika a Portugal, não podemos deixar de registar, também nesta Assembleia, esse momento, como um dos piores da nossa história democrática. Uma pesada herança socialista. Esse momento tem de ser recordado, pois merece um reflexão importante, por forma a que não mais seja repetido”.

O deputado referiu que”, por mais que se tente alterar a verdade histórica, confundindo consequências com causas – e sabemos como o Partido Socialista é especialista nessas manobras manipulatórias - José Sócrates será sempre o grande responsável de um governo socialista que levou Portugal à bancarrota e que sacrificou milhões de portugueses”.