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O deputado Bernardo Caldeira afirmou numa intervenção, na Assembleia Legislativa da Madeira, que o Governo e Câmara Municipal, desde a primeira hora, tudo têm feito para poderem dar as respostas possíveis aos empresários do Porto Santo com o objetivo de salvaguardar as empresas e os postos de trabalho.

“Os empresários do Porto Santo foram sempre majorados ou discriminados positivamente na obtenção dos apoios”, disse, salientando que, “ninguém tem uma receita milagrosa, mas reconhecemos o esforço e a engenharia financeira para acudir os empresários do Porto Santo”.

O deputado sublinhou que, até agora, já foram canalizados 4 Milhões e Quatrocentos Mil Euros, num total superior a 240 candidaturas aprovadas a empresários do Porto Santo, cujos objetivos primordiais foram a manutenção dos postos de trabalho, o apoio à internacionalização e modernização e a adaptação da atividade das pequenas e médias empresas.

Mas os apoios foram mais além, adiantou, tendo o Governo Regional atribuído um apoio a Fundo Perdido, ao setor do Táxi (AFTAXI-RAM), atribuindo 438,81€ por taxista. Em breve, acrescentou, estará também disponível o apoio nos mesmos moldes para todo o sector da restauração e similares.

Tudo isto, relembrou, “a expensas próprias dos contribuintes madeirenses, porque da República, do Governo Socialista, a solidariedade resumiu-se a Zero, ou mais grave, corresponde a um agravamento financeiro da região, pois ao recusar o aval do empréstimo à Região, obrigará os contribuintes madeirenses e porto-santenses a um pagamento suplementar de cerca de 84 Milhões de Euros”.

Bernardo Caldeira afirmou aina que, “o Partido Socialista, nos últimos tempos, tem demonstrado algum desnorte”.

“Mentem quando dizem que não existem apoios para o Porto Santo.

Mentem quando dizem que não há apoios a fundo perdido, quando foi o Governo Regional, o primeiro no País, a criar uma linha, a INVEST-RAM, a fundo perdido.

Depois o candidato/Deputado socialista do Porto Santo tem primado pela ausência nos plenários, e para mostrar serviço, tem sido trapalhada atrás de trapalhada. Ainda na semana passada, falando em nome do PS-Madeira, afirmou, e passo a citar:

“O PS-Madeira vai avançar de imediato com protesto formal Junto do Governo português e da companhia aérea (TAP), para que revertam de forma imediata a decisão que lesa a Região Autónoma da Madeira e os milhares de porto-santenses” (Parecia um candidato derrotado a distribuir murros na mesa em Lisboa)

Mas justamente no mesmo dia, no mesmo orgão de comunicação social, mesmo ao lado desta notícia, surgia uma outra notícia, não falando em nome do PS-Madeira, mas dizendo o seguinte:

"Carlos Pereira, deputado do PS-Madeira na Assembleia da República, garante que a TAP não vai deixar de voar para o Porto Santo durante o Verão, acrescentando, não só não vai abandonar a ligação, como vai voar mais do que nunca”

Mas a maior trapalhada nem é esta, o que é grave nesta questão é assistir à dualidade de critério e de comportamento do candidato/deputado Miguel Brito.

Senão vejamos:

Apesar do erro de interpretação do Partido Socialista da Madeira, e da evidente falta de diálogo e entendimento com o Governo da República, o candidato/deputado Miguel Brito lá veio a público, de peito cheio, acenar com um protesto formal em Lisboa, ao Governo da República e à TAP. (Apesar de nada ter feito...)

Isto até poderia ter alguma graça, se não fosse tão mau.

Agora fica a questão para um milhão de euros... antes de ser candidato/deputado, era apenas o Sr. Deputado Miguel Brito.

Ora, a 17 de Outubro de 2020, a TAP cancelou as ligações diretas para o Porto Santo no período de Inverno, e nesta altura, o Sr. Deputado Miguel Brito não anunciou nenhum protesto formal em Lisboa, ao Governo da República ou à TAP, por prejudicar milhares de Porto-santenses. Mais grave, nem uma palavra disse sobre esta matéria. Remeteu-se ao silêncio.

A questão que fica é PORQUÊ?? O que mudou??

A resposta é óbvia, deixou de ser deputado e passou a ser a candidato/deputado, percebendo assim que têm formas de pensar e agir diferentes, adaptando o discurso ao momento, pensando naquilo que é útil para si, para ganhar votos, e não para o Porto Santo.

A falta de coerência e de seriedade, assim como o uso abusivo de demagogia, não ficam nada bem a um candidato/deputado”.