• Capa_abril_Site-100.jpg

O deputado Bruno Melim afirmou, numa intervenção, na Assembleia Legislativa da Madeira, que o PS faz a sua política nos meios de comunicação social, apresentando projetos de intenções ou ideias, ao invés de discutir nos locais próprios. “Seja no poder local ou regional, o PS tem um ADN de profundo desprezo e desrespeito aos órgãos representativos das populações. Prefere disseminar narrativas inverdade e calúnia, sem direito ao contraditório, do que debater entre aqueles que foram legitimamente mandatados pela população.”

Bruno Melim salientou que, enquanto jovem parlamentar e, porventura, cidadão ingénuo, foi com uma enorme surpresa que leu, uma notícia de que a Câmara Municipal do Funchal teria distribuído às juntas de freguesias dessa mesma cidade sete Milhões de euros nos últimos três anos.

“Eu, com total honestidade, não sei se fico mais espantado com a tentativa de vender uma coisa como sendo nova, quando esta já existe, no Funchal, há mais de 10 anos, imagine-se implementada pelo PSD, se com as palavras proferidas por quem gere os destinos daquele executivo socialista”, disse.

Uma coisa é certa, sublinhou, “não há pudor nenhum em faltar à verdade, vivendo assim uma realidade que roça a mentira”. Senão vejamos: “há quem no executivo do Partido Socialista no Funchal diga que, esse Partido, tem uma” gestão transparente, séria e Democrática””. De facto, adiantou, “se há coisa que a Governação do Partido Socialista tem sido no Funchal é democrática”. Basta relembrar, segundo afirmou, as propostas apresentadas pelos partidos da oposição, aprovadas muitos delas com declarações de voto de representantes do Partido Socialista naquela câmara, que depois não são concretizadas.

Deu como exemplos as duas horas de estacionamento gratuitas na cidade do Funchal, como forma de apoio ao comércio. Ou o cartão eco Funchal como incentivo à população para os problemas ambientais da cidade. No âmbito da Democracia à moda do Partido Socialista, lembrou a deliberação em sede de AM do Funchal, aprovada pela oposição, de canalizar as receitas provenientes do IRS cobrado às famílias para o fundo de apoio ao comércio da cidade. E ainda a proposta de alargamento do caminho da ponte em Santo António, freguesia liderada pelo o PSD, que é uma necessidade e uma promessa dos dois últimos presidentes da Câmara que estiveram nos comandos da Câmara nos últimos 8 anos.

Transparente, é outro dos chavões que Bruno Melim disse ser típico do Partido Socialista na gestão do município. “Eu gostava de lembrar aos Senhores Deputados que a Câmara Municipal do Funchal, sob governação do Partido Socialista, está a ser investigada no âmbito de um processo de suspeitas de irregularidade na adjudicação de serviços a uma empresa. Mas é também esta gente do Partido Socialista que se diz transparente que tem, nas suas fileiras, um Presidente que está a ser investigado por alegada utilização indevida de dinheiro públicos no ano de 2017 e 2018. Isto já para não falar da transparência do sector empresarial municipal onde se dispensam administradores a quem se continua a pagar ordenados e uma gestão que triplica o número de funcionários de uma empresa pública atirando-a para uma situação de sucessivos resultados negativos."

O deputado lembrou ainda que existem promessas com 8 anos que ainda não estão cumpridas. Exemplo disso é a construção do centro cívico, almejado pela população, na freguesia de Santa Luzia. “Não deixa de ser engraçado que para fazer um centro cívico, numa freguesia liderada pelo PSD, a Câmara alega não ter disponibilidade financeira. Todavia, a Câmara Municipal, tem dinheiro, liquidez e disponibilidade financeira para fazer a sede de uma junta de freguesia, liderada por um alto dirigente e assalariado do Partido Socialista num valor duas vezes superior ao da obra anteriormente referida."

Bruno Melim referiu que “o Partido Socialista que enche a boca com Democracia e imparcialidade já se esqueceu que entre o último trimestre de 2017 e o último trimestre de 2018 não transferiram um único cêntimo para a freguesia do Monte."

“Mas para o Partido Socialista tudo isto é admissível e aceitável porque são eles que o estão a fazer."