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A deputada Rubina Leal afirmou, numa intervenção na Assembleia Legislativa da Madeira, que o Governo da República “secundarizou a pandemia e a prova disso foi a forma ligeira e leviana com que lidou, desde início, com os constrangimentos criados por este vírus, pouco investindo na prevenção do COVID-19”.

“A principal arma, prevenção, foi negligenciada e Portugal é o 3º país da Zona Euro que apresenta o impacto orçamental mais reduzido, conforme demonstram os dados do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional”, disse.

Ou seja, adiantou, Portugal entre os 19 países da Zona Euro é uma das nações com um orçamento mais reduzido no combate à pandemia, o que se reflete negativamente nas medidas tomadas para fazer face à crise sanitária e económica e social.

Segundo a deputada, “fica claro, através destes dados, que o Governo da República não respondeu à altura da gravidade da situação que vivemos, defraudando as legítimas expectativas de todos os portugueses”.

Aliado à falta de planeamento, salientou, “falta de organização, falta de afetação de recursos humanos, e após o 12º estado de emergência, só nos resta a imunidade de grupo”. “Só nos resta fazer o bom uso de um instrumento fundamental de saúde pública e de controlo da pandemia: a vacinação”, realçou.

Para Rubina Leal, “a vacina contra a COVID-19 trouxe-nos um horizonte de esperança e representa, para todos nós, a possibilidade de regressarmos a uma vida que se quer mais segura, mais saudável e mais responsável”, adiantando que, segundo os especialistas, “quanto mais pessoas estiverem vacinadas, menor a probabilidade de se desenvolverem novas variantes”.

Embora o número de vacinas seja limitado pela escassez, apelou a que todos adiram à vacinação quando para tal forem chamados, salientando, porém, que a Região é alheia a essa escassez, uma vez que compete ao Estado Português distribuir essas mesmas vacinas.

“O que já compete à Região é o planeamento, a elaboração e aplicação do plano de Vacinação”, referiu, assegurando que “aquilo que se verifica na nossa Região é que a Vacinação respeita tudo e todos”, decorrendo uma forma absolutamente transparente, incluindo os critérios para se ser vacinado, que se encontram no Plano Regional de Vacinação Contra a COVID-19.

“Na RAM não se verificam atropelos, ninguém passou à frente de ninguém. Na RAM não se desperdiçam vacinas. Ao contrário daquilo que se passou no continente português, existe um plano que está a ser cumprido, pensando antecipadamente para assegurar que este delicado processo decorra sem sobressaltos.”

Rubina Leal salientou que foram vacinados, em primeiro lugar, os profissionais de saúde os utentes e funcionários, das estruturas residenciais, dos nossos lares e da rede de cuidados continuados e de apoio domiciliário, e os demais agentes que estão na linha da frente no combate à COVID-19.

Salientou ainda que “fomos pioneiros na vacinação, porque fomos os primeiros a vacinar estudantes de medicina e enfermagem, que se encontram em estágio no SESARAM, os agentes de proteção civil, nomeadamente os bombeiros, as forças de segurança (PSP, GNR E PJ), e demais serviços críticos”. Além de outros grupos prioritários.

“Protegemos a sociedade como um todo. Com um rigor assinalável. Não se perderam vacinas, não se extraviaram doses, e criamos inclusive listas de suplentes que garantem que estamos preparados para qualquer imprevisto.”

A deputada salientou que vamos na quinta semana consecutiva da campanha de vacinação e já chegámos à inoculação de cerca de 30 mil pessoas, num processo marcado por “rigor, transparência e consistência”. “Tem sido este o mote do nosso plano de vacinação supervisionado pela Comissão Regional criada especificamente para o efeito, e que tem demonstrado estar à altura deste enorme desafio”.

“Importa agora que este processo não sofra interrupções. Importa que nos sejam fornecidas mais vacinas para podermos manter a inoculação dos madeirenses e porto-santenses, de forma a que alcançamos aquilo que se pretende, ou seja, vacinar 70% da população até o final do Verão.”

Rubina Leal salientou que o que se espera é que este processo de vacinação não seja colocado em causa.

“Esperamos todos que o Governo da República cumpra com a sua obrigação e faça chegar à Região, como até aqui tem acontecido, as vacinas necessárias para que possamos, num futuro próximo, alcançar a tão almejada imunidade de grupo e traçar o caminho de recuperação socioeconómica. Garantir mais doses para acelerar a vacinação é um passo essencial para salvar vidas.”