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A deputada Cláudia Perestrelo dedicou hoje a intervenção antes do período da ondem do dia na Assembleia Legislativa da Madeira à situação pandémica no nosso país, referindo que estamos perante “um inimigo que é invisível e poderoso”, pelo que “é necessário utilizar todas as armas para travá-lo”.

“Neste momento, Portugal é o pior país do mundo em termos de índice de contágio diário por milhão de habitantes, e também um país com uma das mais elevadas taxas de mortalidade por covid 19”, disse.

Até hoje, sublinhou a deputada, “em Portugal, já se perderam quase 10 mil vidas. Na Madeira, acrescentou, “lamentam-se 47 óbitos”.

Contudo, realçou, “os danos não se limitam às vidas perdidas: “os danos, infelizmente, alastraram de uma forma descontrolada um pouco por todo o território de Portugal Continental, com uma sobrecarga gigantesca e nunca antes vivida pelo Serviço Nacional de Saúde, com afluências enormes aos serviços de urgência, com filas de ambulâncias à porta dos hospitais, com uma carga de trabalho quase indiscritível nas costas dos profissionais de saúde, que apesar de tudo, e segundo relatos que temos vindo a testemunhar na comunicação social, fazem o melhor que podem para cuidar dos doentes e para prestar assistência a quem necessita, desdobrando-se em múltiplas tarefas, dando o melhor de si todos os dias”.

Face a este cenário, Cláudia Perestrelo salientou que, “no momento difícil que vivemos, criar convergências, apelar ao sentido cívico de todos, zelar pela saúde pública deve ser o nosso desígnio; é também fundamental que todos e que cada um de nós faça um exame de consciência e que todos e que cada um cumpra a sua parte”. Para a deputada, “só assim os números baixarão e só assim poderemos continuar a combater de cabeça erguida!”.

Tendo destacado “o esforço quase sobrehumano de todos os profissionais de saúde, Cláudia Perestrelo falou também em esperança, “alicerçada num processo de vacinação, que deve ser encarado com a máxima seriedade, mas também com serenidade e com a prudência de entender que este é um processo demorado, que não depende exclusivamente da nossa vontade, mas com o qual podemos contribuir, incentivando e motivando os agentes responsáveis para que o processo continue a decorrer com máximo rigor possível, seguindo uma lista de priorização, como tem seguido, vacinando primeiramente os profissionais de saúde, os doentes idosos e crónicos, os elementos indispensáveis ao funcionamento da nossa vida coletiva, contemplando sempre em primeira mão os mais frágeis, para que possamos atingir a tão desejada imunidade de grupo, e para que de uma vez por todas possamos tentar regressar à normalidade nas nossas vidas”.

Em género de balanço, afirmou, adiantou que, até ao dia 1 de fevereiro de 2021, já foram administradas 8128 vacinas contra a Covid-19 na Madeira, sendo que cerca de 2391 pessoas já foram imunizadas com duas doses.

No SESARAM, sublinhou, já foram vacinados 3015 profissionais, a que se juntam 184 do setor privado.

De acordo com a deputada, “a vacinação nos lares de terceira idade decorre a bom ritmo, sendo que entre utentes e funcionários, já se imunizaram 2391 pessoas, sendo que 900 eram idosos com mais de 80 anos”.

Ao nível nacional, referiu, cerca de 110 mil pessoas, também já forma imunizadas.

Contudo, ressalvou, “até que se vislumbre um alívio, uma luz ao fundo do túnel, todos os apelos são poucos”.

“Não é aceitável que umas pessoas continuem a pensar que o Covid só acontece às outras pessoas! Se não tomarmos consciência, a tragédia que se vive a nível nacional poderá nos atingir, e aí, reparar os danos torna-se quase missão impossível.”

A deputada salientou que, “neste momento, pedir mais aos profissionais de saúde não é justo, é absolutamente desumano, há momentos em que temos que ser responsáveis, e este é o momento”.

“A covid-19 afeta cada pessoa de formas diferentes, e é por isso, que neste momento, nós, os políticos, os eleitos, temos a missão de passar uma mensagem de responsabilidade e de respeito aos cidadãos”.

Cláudia Perestrelo reiterou que “a Saúde é sem dúvida um bem maior e a única forma de a salvaguardar e de zelar pela vida dos cidadãos, bem como de colaborar com os profissionais de saúde, é, efetivamente, cumprir e fazer cumprir com as orientações emanadas pelas autoridades de saúde”.

“Assim, mais do que semear a dúvida, mais do que alimentar divergências político-partidárias, façamos todos um exercício de convergência patriótrica, alimentemos a nossa capacidade de resiliência, pelo bem comum, e sejamos todos agentes de saúde pública, pois tal como dizia Sá Carneiro “a força forja-se na luta, a firmeza no combate pelos princípios, e a coragem no enfrentar da crise!”