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O deputado José Prada reforçou, hoje, numa intervenção no Parlamento regional, que o PSD é “a favor da Madeira", sejam quais forem as circunstâncias.

“Um compromisso diariamente renovado em prol da nossa população e de uma Região que merece mais do que meras promessas ou frases feitas”, disse, realçando que, “hoje, neste novo ano que ora se inicia - e quando enfrentamos a maior crise sanitária, social e económica de que há memória - continuamos a favor da Madeira e é isso que nos move”.

“Com seriedade, responsabilidade e verdade”, mas, segundo o deputado, “acima de tudo, com a consciência tranquila e a certeza de que não temos duas caras, de que não somos cataventos ou simples marionetas, de que não nos identificamos com aqueles que aqui pedem consensos e fora desta casa se alimentam da critica destrutiva que nada - repito nada - acrescenta ou resolve, de que não entramos em contradição com os nossos próprios princípios e valores e de que não nos vergamos a quem, mais uma vez, dá provas de que não sabe gerir o País nem muito menos respeitar as suas Regiões Autónomas”.

José Prada afirma que o PSD é “pela Madeira e a favor da Madeira”. E é por isso que não compreende “a postura dos que neste novo ano, insistem no erro de fazer crer que melhor fariam”.

Nesse sentido, disse esperar mais “de um Governo da República que continua irredutível no seu registo habitual, a pensar Portugal circunscrito a Lisboa”, que continua “indiferente às necessidades aqui agravadas pela pandemia, sabendo que essa sua indiferença prejudica milhares e milhares de Madeirenses, tão Portugueses como quaisquer outros, que nega apoios, que ignora dificuldades e que até hoje, parece não ter dado conta do grave temporal que afetou o norte da Madeira no final do ano passado, que até quis hipotecar o Centro Internacional de Negócios e o futuro de milhares de trabalhadores, além da fundamental receita fiscal para a Madeira”.

Um Governo “que continua a relegar para segundo plano os interesses dos Madeirenses na suposta estratégia de recuperação nacional” e “que mais não faz do que se limitar a governar um País - perdoem-me, um território continental, que deixa de fora duas Regiões Autónomas - que há muito e há vários níveis, se encontra desgovernado e sem qualquer rumo.

Assim, como esperava “mais de uma oposição que se limita a criticar o bom trabalho que foi e que continua a ser feito, que primeiro foi contra as medidas, que depois foi a favor e que agora, na falta de melhor argumento, questiona o porquê de serem tardias”.

“Uma oposição diariamente ultrapassada, traída pela sua própria contradição e que, inclusive, agora chega a esbarrar na mediocridade, quando apresenta
medidas, ditas ambiciosas, que há muito estão em marcha e a ser trabalhadas por esta Assembleia, como é o caso da revisão da Lei das Finanças Regionais” e que “localmente, onde é poder, nada fez e continua a nada fazer, tendo todas as condições, pelas populações que mais sofrem, pelas famílias
que perderam os seus rendimentos e pelas empresas que estão em causa”.

“Esperávamos mais, bem mais, mas talvez seja tempo de não esperar”, sublinhou,

José Prada salientou ainda que “2021 será um ano extremamente exigente para todos”.

Será “um ano decisivo, também do ponto de vista político, que terá de ter, por base e como sempre, o bem comum e o interesse superior desta Região, que em momento algum pode sair defraudado”.

De acordo com o deputado, “temos pela frente o enorme desafio de sabermos cuidar de nós próprios, a pensar no todo que somos”.

Neste ano referiu, a “defesa da saúde pública continuará a ser a grande prioridade, a par e passo, em equilíbrio, com a progressiva recuperação social e económica que se impõe”.

Da parte do PSD, sublinhou, “continuaremos a fazer o nosso caminho, em consciência e em coerência, a favor da Madeira, sejam quais forem as circunstâncias e não pactuaremos com a demagogia e a mentira dos que se assumem como o futuro desta terra, quando nem sequer sabem ser presente.”