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O deputado Carlos Fernandes lamentou, hoje, numa intervenção na Assembleia Legislativa da Madeira, a situação que se vive na Venezuela, onde, no dia 6 de dezembro de 2020, foram convocadas eleições legislativas que não foram acompanhadas nem reconhecidas pela União Europeia, nem por outros países democráticos.

Situação que mereceu da parte do alto representante da União Europeia Josep Borrel a emissão de um comunicado, no qual lamenta a constituição da nova Assembleia venezuelana, surgida de eleições que descreve como sendo “não democráticas”, mantendo o seu compromisso com todos os atores políticos e da sociedade civil que se esforçam para restabelecer a democracia na Venezuela, incluindo, em particular, Juan Guaidó e outros representantes da Assembleia Nacional, eleitos em 2015, naquela que foi a última expressão livre dos venezuelanos, através de um processo eleitoral.

Perante este cenário, Carlos Fernandes lamentou que alguns partidos políticos, nomeadamente na Europa, continuem “a fazer o jogo do partido socialista usurpador da Venezuela”, referindo o exemplo dos eurodeputados do partido espanhol Podemos, que, conjuntamente com o Luis Zapatero, ex-presidente da Espanha e líder do partido socialista espanhol, estiveram na Venezuela, no dia 6 de dezembro, “para tentar lavar a cara ao ditador Nicolas Maduro”.

O deputado defendeu que sejam encontradas forma de garantir uma transição para eleições livres na Venezuela, sendo necessário “mais pressão, mais força, porque Maduro mostrou que, voluntariamente, não concorda com uma negociação”.

Os exemplos, referiu, são os enviados de Bruxelas a Caracas, a comissão de reivindicações e a mediação do Reino da Noruega.

O deputado sublinhou que, na primeira semana de 2021, o regime de Nicolás Maduro encerrou sete meios de comunicação independentes a operar na Venezuela, cujas investigações visam a corrupção do regime.

Já neste ano 2021, adiantou, a Vice-Presidente da Assembleia, ilegitimamente eleita, Iris Varela, assegurou que deviam ser confiscados todos os bens das pessoas que estão fora da Venezuela.

Face a esta situação, realçou, a “nossa comunidade luso venezuelana que vive na Madeira, tem muita preocupação, raiva, frustração e tristeza depois de ouvir estas declarações”.

“Muitos dos nossos concidadãos tiveram que fugir, deixar o esforço e trabalho de uma vida, suas casas, seus negócios seus terrenos, o esforço de uma vida, propriedades que agora estão ameaçados pelas declarações de uma deputada da Assembleia usurpadora, num país sem garantias nem respeito pela propriedade privada.”

Por tudo isto, Carlos Fernandes sublinhou que não podemos deixar de “acompanhar o que acontece na Venezuela, não podemos esquecer uma das maiores comunidades madeirenses do mundo”.

“Hoje, mais do que nunca, devemos continuar a fazer tudo o que for preciso. A luta pela democracia da Venezuela, tem que ser uma luta do mundo livre, dos cidadãos que acreditam na liberdade.”