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O deputado Valter Correia abordou hoje, numa intervenção na Assembleia Regional da Madeira, a inevitabilidade dos efeitos das alterações climáticas, fruto do acelerado crescimento da população mundial, ao longo do século XX, e a prossecução de políticas que visam a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

“Os efeitos das alterações climáticas são uma realidade em todo o planeta, à qual a Região Autónoma da Madeira não escapa”, referiu, acrescentando que “a localização geográfica e a orografia da ilha da Madeira fizeram com que as aluviões deixassem marcas ao longo da história da sua ocupação humana, registos que são bem elucidativos da nossa vulnerabilidade a estas ocorrências”.

Nesse sentido, sublinhou que é necessário que tenhamos cada vez mais a consciência de que “estes fenómenos começam a fazer parte das nossas vidas, de forma mais regular, razão pela qual, num intervalo de cerca de 15 dias, a costa norte da Madeira foi afetada, por duas vezes, por fenómenos meteorológicos extremos”.

Uma realidade à qual, segundo o deputado, o Governo Regional não está alheio, tendo vindo a adotar medidas e investimentos que “visam mitigar as alterações climáticas e os seus efeitos sobre as pessoas, bens e infraestruturas públicas”. Aliás, referiu, o programa de Governo contempla “uma aposta inequívoca” nesta matéria, destacando-se, para presente ano, apenas no âmbito da ação climática, mobilidade e energias sustentáveis, uma verba de 64,9 milhões no PIDDAR.

Mas, adiantou, “se é importante que os governos façam bem o seu papel, também importa que todos nós assumamos atitudes em prol da defesa de um desenvolvimento mais sustentável, pois a retoma do equilíbrio natural do nosso planeta é um desafio gigantesco, só superável se todos fizermos a nossa quota-parte”.

De acordo com o deputado, “a regularidade com que os temporais têm assolado a nossa Região e a aposta na formação dos diversos agentes de proteção civil, têm permitido uma acumulação de saberes e experiências, realidade que tem contribuído para que estejamos melhor preparados para as enfrentar no futuro”.

“Foi isso que vi no passado dia 7 de janeiro na freguesia do Seixal, onde, mais uma vez, a precipitação intensa e persistente colocou em perigo pessoas e bens, provocando a ocorrência de várias enxurradas e derrocadas, que só não tomaram proporções catastróficas porque as previsões meteorológicas acabaram por não se efetivar na sua plenitude”, disse.

Valter Correia, salientou que, ainda durante o decurso da intempérie, foram de imediato iniciados os trabalhos para repor a normalidade, com o foco na reposição da circulação rodoviária entre as freguesias do Seixal e São Vicente, para além de que, perspetivando-se a eventualidade dos ribeiros transbordarem e imporem intervenções imediatas, o Governo Regional mandou posicionar duas máquinas no interior da freguesia do Seixal, durante os dois dias de duração do temporal.
Complementarmente, adiantou, observando a interrupção da ligação rodoviária com São Vicente, o Governo Regional deliberou alargar o funcionamento do Serviço de Urgências do Centro de Saúde do Porto Moniz durante a noite, de forma a acautelar a ocorrência de qualquer emergência médica.

“É por toda a capacidade demonstrada, na agilização dos meios de mitigação desta intempérie, que gostaria de enaltecer o desempenho do Governo Regional no atalhar de forma eficaz e eficiente esta situação, assim como todos os trabalhadores e agentes de proteção civil que contribuíram para superarmos este momento com o mínimo de sofrimento possível”, afirmou, dirigindo também “uma alusão particular aos manobradores das máquinas e camiões, os quais, em condições trabalho de elevada perigosidade, colocaram em causa a sua própria segurança para acautelarem a dos demais concidadãos”.