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O deputado Bernardo Caldeira lamentou que a TAP tenha, mais uma vez, falhado com os porto-santenses. Numa intervenção realizada hoje na Assembleia Legislativa da Madeira, o deputado lembrou que, a 3 de outubro, a TAP anunciou que, no período de inverno, iria efetuar dois voos semanais diretos entre a ilha do Porto Santo e Lisboa. Uma operação que deveria começar já a 1 de novembro.

Bernardo Caldeira recorda que esta era uma reivindicação antiga, que  agora "dava frutos nestes voos marcados para as quintas-feiras e domingos", faziendo "crer que as entidades regionais haviam sido ouvidas e que o Estado, principal detentor da TAP, finalmente concedia alguma atenção à Região Autónoma da Madeira e em particular, ao Porto Santo".

"No entanto, poucos dias depois, a 16 de outubro, a TAP sem qualquer anúncio, pela calada, cancelou esta operação de inverno, cancelando os voos de quinta-feira e domingo, deixando muitos Porto-santenses desesperados por já terem passagens compradas", disse.

Num período tão curto, acrescentou, "a companhia aérea não deu qualquer hipótese aos operadores turísticos para montar qualquer operação, refugiando-se nos preços absurdos que pratica e deixando, uma vez mais, o Porto Santo sem qualquer voo direto para o território continental, durante o inverno".

O deputado salientou que, esta "situação, infelizmente, não é nova: O mesmo aconteceu, também, nos invernos de 2013/2014 e 2014/2015, situação que apenas foi revertida, com a persistência do Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, junto do então presidente da TAP, Fernando Pinto, retomando , naquela altura, a ligação semanal a Lisboa".

Bernardo Caldeira sublinhou que o PSD esteve sempre, na vanguarda e na defesa dos interesses dos porto-santenses, reivindicando, no mínimo, duas ligações semanais a Portugal Continental. E assim continuará: "A ligação aérea entre o Porto Santo e Portugal Continental não se pode resumir a uma questão económica ou turística, é a garantia da assunção do Princípio da continuidade territorial, cuja função compete exclusivamente ao Estado Central. Estado esse, que deveria cumprir com as suas obrigações constitucionais, mormente quando detém 72,5% do capital da Transportadora Aérea Portuguesa, o que por isso acrescenta uma enorme responsabilidade na estratégia da empresa."

O deputado recorda que, "inclusive, que aquando das últimas negociações e decisões sobre o futuro da TAP, o ministro das Finanças, João Leão, afirmou que a companhia desempenha um papel decisivo na economia do país e que era obrigação do Estado garantir a sua sustentabilidade, não abdicando da sua posição estratégica".

Contudo, aquilo que se constata é que "não passam de palavras ocas, desprovidas de qualquer verdade, utilizadas para a pura propaganda, utilizando mais uma vez os instrumentos do Estado para guerrilha partidária".

Neste âmbito, Bernardo Caldeira lembrou também "os elogios do Partido Socialista da Madeira que, a 7 de outubro, nesta casa, enalteceu as boas decisões dos seus congéneres nacionais, dando inclusive como bom exemplo a atuação do Administrador da TAP, Bernardo Trindade, que teria sido decisivo na implementação dos voos semanais da TAP para o Porto Santo, mas que agora o mesmo Partido Socialista da Madeira finge desconhecer e remete-se ao silêncio total e cúmplice".

O deputado sublinhou que "a questão é totalmente política, ignorando os direitos da população do Porto Santo, que fica neste caso particular, em último lugar".

"É esta a solidariedade do Partido Socialista com o Porto Santo. Num período já difícil pelas circunstâncias que todos conhecemos, o Partido Socialista, com 72,5% da TAP, escolheu fechar mais uma vez, a principal porta de entrada do Porto Santo a Portugal Continental, à Europa e ao Mundo. Os Porto-santenses não se esquecerão desta opção política do Partido Socialista, não se esquecerão do silêncio dos dirigentes regionais e de quem assumiu responsabilidades em nome do Porto Santo. Este silêncio representa a vergonha de quem prefere ser subserviente a Lisboa e a António Costa, do que defender a sua Região, neste caso particular o Porto Santo, e a população que os elegeu. Fica assim registada mais esta traição do Partido Socialista da Madeira ao Porto Santo e à sua população."