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A deputada Conceição Pereira afirmou hoje, na declaração política semanal, que coube ao PSD, que “a Região, com as medidas atempadas e planeadas a nível da prevenção da pandemia, não a negligenciando, contrariamente ao que fez o Governo da República, conseguiu uma resposta muito positiva, protegendo os grupos mais vulneráveis como os idosos, os profissionais de saúde e toda a população, de um modo geral”.

Numa espécie de retrospetiva dos acontecimentos, a deputada lembrou que a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de emergência global de saúde, a 30 de janeiro e, nessa altura, a Madeira já tinha aberto a sua linha de emergência - SRS 24.

No início de fevereiro, continuou, a Secretaria Regional da Saúde e da Proteção Civil apresentou o Plano de Contingência Regional.

Segundo Conceição Pereira, “graças ao enorme esforço e trabalho, tendo em conta as notícias que a comunicação social ia reportando, nomeadamente em relação a Espanha e Itália, foram tomadas medidas pioneiras e proactivas, antes da chegada da pandemia”.

Para a deputada, “esta é uma das razões porque a Região tem zero óbitos e muito poucos infetados, até à presente data” e “continua a ser um corredor verde, em termos de mobilidade, com menos de 25 casos por 100 mil habitantes, por 14 dias”.

Um dos pilares fundamentais na luta contra a pandemia, realçou, foi aquele em que assentou o planeamento e a preparação das equipas de saúde, atempadamente, no início de fevereiro.

Na Região, recordou, o primeiro caso surgiu a 16 de março, enquanto no continente tinha sido a 3 do mesmo mês.

Com o surgimento dos primeiros casos, Conceição Pereira referiu que, “numa primeira fase, efetivou-se o encerramento dos portos e aeroportos, sempre com alguma crítica e até mesmo oposição do Governo da República, da própria DGS e dos partidos da oposição regional que, aliás, continuam com a mesma postura”.

A deputada salientou que se seguiram várias medidas, sempre de forma atempada. Em contraciclo com o que se passava ao nível nacional: “A mensagem de otimismo excessivo, que se passou à população a nível nacional, não foi benéfica e ainda hoje o país está a pagar o preço. Deve haver consonância entre o discurso político e a realidade! O confinamento na Região, ocorreu de forma exemplar. O uso de máscaras, mesmo antes de recomendado pela Ordem dos Médicos e pela Direção Geral de Saúde veio a mostrar-se muito importante. O seu uso obrigatório nos espaços públicos e mesmo ao ar livre foi alvo de críticas, lembremo-nos, pelos políticos da oposição na Região e pela própria DGS, que veio muito recentemente a propor, pasme-se, as mesmas medidas. Até a nível europeu, só muito recentemente passou a ser obrigatório.”

Conceição Pereira considera que esta foi “uma medida perfeitamente justificada, tendo em conta que este vírus tem um período de incubação longo e variável, e que mesmo dois dias antes do aparecimento dos primeiros sintomas, se pode transmitir”.

Além disso, “a distribuição domiciliária gratuita de máscaras comunitárias, num período em que havia uma escassez dramática no mercado, foi mais uma das medidas tomadas atempadamente pelo Governo Regional e que contribuiu para o que aqui se chamou de ‘a nossa sorte’”.

A deputada salientou que, “atualmente, ainda assistimos da parte da oposição regional, à transmissão de uma mensagem não correta e que contribui para criar a dúvida nalgumas pessoas, menos esclarecidas e, para alguma renitência ao seu uso e de forma correta. Colocando a política acima da Saúde e da Vida dos cidadãos”.

Conceição Pereira manifestou ainda a sua preocupação com o aumento do número de infeções quer a nível nacional quer a nível internacional, na terceira semana de outubro, em pleno outono, referindo que “cada vez mais impõe a necessidade de que os testes sejam realizados antes do embarque dos passageiros”.

“Não nos podemos esquecer que a abertura ao turismo, indispensável à nossa economia, o regresso dos estudantes entre outros, vai criar um problema acrescido”, afirmou, sublinhando que a própria União Europeia devia tomar medidas no sentido de tornar obrigatório a realização de testes na origem, de modo a que a mobilidade das pessoas, seja por turismo, razões profissionais ou outras, possa acontecer com o menor risco possível.

E lembra: “A nível Nacional, quando do início do desconfinamento, e com o conhecimento disponível, sobre a pandemia, o Governo da República foi alertado pelas várias entidades, para a necessidade de preparar o outono/inverno e a época da gripe e de outras infeções respiratórias, nada fez e, mais uma vez, acreditou-se num milagre, sobretudo com a descida do número de infetados em agosto e setembro. Só que mais uma vez o Governo da República falhou! Continuamos acima dos 2 000 casos dias.”

Na Madeira, adiantou, o Governo Regional continua focado na saúde dos Madeirenses. “O Plano de Saúde outono/inverno já foi apresentado, no passado dia 16 de outubro, com um conjunto de medidas que nos permite, apesar de tudo, encarar o futuro com alguma esperança, realista.”

A deputada salientou que é preciso “continuar a viver e a trabalhar porque a economia não pode voltar a parar”, mas, para isso,“temos respeitar as regras de distanciamento físico, uso de máscara e a etiqueta respiratória”.

“Este vírus tem um tempo de incubação longo e as medidas têm de ser tomadas com a devida antecedência, para serem eficazes. É indispensável o investimento na saúde e é isso que a Região Autónoma da Madeira fez e está a fazer.”

Conceição Pereira recordou que, no Orçamento Suplementar da Região, o Serviço de Saúde foi reforçado com 115 milhões de euros, uma verba extra para fazer face à pandemia.

Contudo, lamentou, que “o Governo Socialista da República, não tenha dado um simples aval ao empréstimo que a Região teve de contrair para fazer face às despesas resultantes da pandemia”.

“Não nos venham falar em arrogância! Deviam mas era ter vergonha, pela falta de solidariedade para com uma Região que também é Portugal!
A saúde e as questões da saúde não devem ser politizadas!