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O deputado Carlos Fernandes felicitou hoje os esforços para o repatriamento da comunidade de portugueses na Venezuela, mas lamentou os preços elevados praticados pela TAP.

"No dia 6 de outubro, a nossa comunidade portuguesa na Venezuela teve mais um voo de repatriamento para Portugal, um voo de 295 passageiros, dos quais 190 tiveram como destino a Região Autónoma da Madeira", referiu o deputado, numa intervenção antes do período da ordem do dia, na Assembleia Legislativa da Madeira.

O deputado salientou que este voo contou com o acompanhamento da nossa direção regional das comunidades, em coordenação direta com o consulado português na cidade de Caracas.

"O que achamos inadmissível, nesta matéria, é o aproveitamento que a TAP faz, através dos preços que pratica nesta viagem. A companhia aérea nacional, que, reforce-se, tem como sócio maioritário o Estado português, cobrou 855 euros a cada passageiro, desde Caracas até Lisboa. Por outro lado, para termos um ponto de comparação, e termos noção deste aproveitamento inequívoco, a companhia estelar fez um voo de repatriamento na mesma semana, especificamente no dia 3 de outubro, com um voo Caracas–Madrid, que custou 550 dólares."

Carlos Fernandes salientou que estamos a falar de uma diferença de mais de 300 euros, só na viagem até Lisboa, lembrando que as 190 das pessoas que tiveram como destino final a Região  tiveram de pagar entre 370 e 580 euros para poderem vir para a Madeira.

"Estamos perante uma falta de respeito, perante um aproveitamento por parte da TAP, que usa a nossa comunidade na Venezuela, que, num momento tão difícil, não merece que brinquem com a sua necessidade de querer sair do país. Exigimos mais respeito."

O deputado salientou que "é preciso relembrar as vezes que forem necessárias, que um dos três eixos fundamentais para o Estado derramar mais de 1200 milhões de euros e aumentar a sua participação de 50% para 72,5%, foi manter uma ligação com as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo".

Por isso, garante: "Nós continuaremos cá, para repetir e reforçar as nossas reivindicações, para acompanhar as nossas comunidades, aqueles que regressam e sobretudo vamos, sempre, incomode a quem incomodar, denunciar e não deixar passar em branco, os atropelos que são feitos, pela TAP, neste caso, ou pelo governo de António Costa."