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A deputada Conceição Pereira realizou, hoje, uma intervenção, na Assembleia Legislativa da Madeira, sobre o Dia Internacional do idoso, que se assinala amanhã.

A deputada salientou que “a velhice deve ser considerada no ciclo da vida, não como uma doença, mas como um processo de viver envelhecendo, de conviver com intercorrências, as quais podem ser preveníveis e, em especial tratáveis”.

A mudança dos perfis populacionais, no referente à questão etária, tem levado, segundo a deputada, a que os organismos oficiais tenham vindo a modificar e a readequar os seus programas, “passando a considerar, a terceira idade uma das populações-alvo de qualquer política oficial2 e “centrando a atenção no idoso, na promoção da sua saúde, tentando minimizar a dependência e potencializar a autonomia e saúde possível”.

Conceição Pereira revelou que, de acordo com as estatísticas do INE, a esperança de vida à nascença dos madeirenses é de 78,36 anos.

“A Região Autónoma da Madeira será a mais envelhecida, em 2080, com 429 idosos por cada 100 jovens”, sublinhou, ressalvando que “estas projeções do INE não tiveram ainda em conta o impacto da atual Pandemia de Covid-19”.

E no âmbito da pandemia, acrescentou, o Governo Regional, através da Secretaria Regional da Saúde e Proteção Civil, implementou um conjunto de medidas com o único objetivo de proteger os Idosos institucionalizados.

A deputada referiu que “a Região teve coragem nas medidas tomadas, evitando a infeção dos idosos, a doença (Covid-19) e eventualmente a sua morte”.

Neste cenário foi “implementado um conjunto de medidas, de forma proactiva, que permitiram que sejamos a única Região do país sem óbitos, inclusive nos lares”. Entre elas, a proibição das visitas nos lares, a restrição da mobilidade dos profissionais de saúde, a formação dada aos profissionais, os planos de contingência nos lares, os testes aos 1363 profissionais desses mesmos lares e a 1369, assim como as ajudantes domiciliárias.

Foi ainda disponibilizada uma linha de apoio ao idoso, ao mesmo tempo que se promovia o reforço das respostas ao nível da visitação familiar (enfermagem e médica), que se implementava a teleconsulta e a entrega de medicamentos no domicílio dos idosos ou no centro de saúde da área da residência.

Isto além de outros projetos que estão no terreno, como os da saúde oral para os idosos, o Programa Mais Visão e o Programa Regional de Prevenção de Quedas em idosos, e de diversos apoios, como o fornecimento de refeições ao domicílio, serviço de lavandaria, o Complemento Solidário para Idosos, que beneficia 3186 idosos, entre outros.

Nesse sentido, afirmou, “na Saúde dos idosos da Região muito tem sido feito pelo Governo Regional, em particular pela Secretaria Regional da Saúde e Proteção Civil”, acrescentando que “fomos e continuamos a ser um exemplo a nível Nacional, e não só”.

“Foi dada total atenção à população idosa, pela sua especial vulnerabilidade no atual contexto de Pandemia. O facto de sermos a Região de Portugal onde a luta contra a Pandemia foi melhor sucedida tem sido ignorado pelo Governo da República! Não só não mostrou até à data qualquer tipo de solidariedade, como até se recusa a dar um simples aval ao empréstimo que a Região terá de contrair para fazer face aos enormes gastos com toda esta situação que estamos a viver e na salvaguarda da saúde e vida de todos nós. E a ser pago pelos impostos da população da Região.”

Conceição Pereira lembra que as medidas tomadas tiveram e continuam a ter custos muito elevados, “sendo inqualificável que o Governo da República descrimine qualquer Região do país independentemente da cor política”.