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No do dia Internacional dos Enfermeiros e no ano dedicado a estes profissionais pela Organização Mundial de Saúde, a deputada Cláudia Perestrelo dedicou uma intervenção, no período da ordem do dia, a estes “heróis de fardas brancas”.

“Hoje, celebra-se o dia Internacional do Enfermeiro! São eles as pedras basilares dos sistemas de saúde, e sem eles, não seria possível cuidar”, disse, dirigindo-lhes “uma palavra de conforto, de reconhecimento e sobretudo de respeito”.

“Respeito pelo trabalho árduo, muitas vezes desvalorizado, respeito pela sua dedicação, respeito pela sua competência técnica, científica e humana”, acrescentou, referindo, que, “hoje, mais do que nunca, os enfermeiros merecem acima de tudo respeito”.

Assim como merecem respeito “os médicos, os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, os administrativos, os assistentes operacionais e demais funcionários que compõem o Sistema de Saúde”.

Segundo a deputada, “graças a eles, à sua competência e dedicação, e às entidades que os tutelam foi possível enfrentar esta pandemia”, tendo sido “as decisões tomadas por quem esteve a linha da frente fundamentais para que a Madeira seja a região do país com a mais baixa taxa de prevalência de COVID19 e também a única região de Portugal sem vítimas mortais a lamentar”.

Cláudia Perestrelo referiu que, “nesta que é uma guerra sem bombas, sem estrondos, a única sensação que paira no ar é o medo. Medo de ser infetado, medo de ser internado, medo de não sobreviver, mas sobretudo medo do desconhecido”. E, nestas circunstâncias, ressalvou, “criticar é muito fácil, mas decidir nunca foi tão difícil”.

Desde alterar e reorganizar serviços de saúde, dotar os profissionais dos meios necessários para a sua proteção, proteger os cidadãos, defender a saúde comunitária à salvaguarda de um bem maior: a nossa vida.

“Tudo isso foi tido em linha de conta e a prova cabal é que as instâncias governativas em matéria de saúde foram perspicazes; se assim não fosse, não teríamos a apresentação do plano de contingência regional para o covid19 a 3 de fevereiro de 2020, bem como a criação da linha telefónica de emergência que se mostrou determinante e muito eficaz em todo o desenrolar da estratégia de mitigação e de contenção epidemiológica do coronavírus."

A deputada salientou que “não é fácil dar a cara diariamente e anunciar números que ninguém quer ouvir. Não é fácil fazer comunicados com medidas que restringem a liberdade dos cidadãos e que alteram radicalmente o nosso modo de vida; nada disso foi fácil, mas foi necessário”.

Cláudia Perestrelo elogiou ainda “a atitude cívica e individual”, lembrando que “todos podemos ser agentes de saúde pública, cumprindo com as normas aconselhadas pelas incansáveis autoridades de saúde, para que a segunda onda não seja uma realidade e para que possamos todos ser capazes de enfrentar o impacto económico e social que certamente nos aguarda”.