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"Três Madeirenses votaram contra a redução das taxas aeroportuárias nos aeroportos da Madeira e do Porto Santo. Os três deputados eleitos pelo Partido Socialista da Madeira votaram contra esta proposta. Votaram, mais uma vez, contra a Região Autónoma da Madeira. O Partido Socialista voltou a trair a confiança dos madeirenses e porto-santenses." Quem o disse foi o deputado Bernardo Caldeira, numa intervenção, realizada na Assembleia Legislativa da Madeira, no período antes da ordem do dia.

O deputado do Porto Santo afirmou que, comparando com os outros aeroportos nacionais, os da Madeira têm taxas 41% acima das praticadas no Porto, 39% acima das de Faro e 60% acima do que vem a ser cobrado nos Açores.

Por outro lado, ao analisarem-se as taxas aeroportuárias praticadas nos voos inter-ilhas, conclui-se que os valores cobrados na ligação dentro da Região Autónoma da Madeira é 32% acima do mesmo tipo de conexões no arquipélago dos Açores.

Já se compararmos com a realidade das ligações inter-ilhas em Canárias, verifica-se que as taxas praticadas entre o Funchal / Porto Santo / Funchal são cerca de 7 vezes mais elevadas.

Bernardo Caldeira salientou que esta situação afeta a atratividade do destino Madeira enquanto região turística e penaliza também os cidadãos residentes que recorrem a esta infraestrutura no exercício do seu direito de mobilidade, enquanto principal via de comunicação com o exterior.

Impõe-se, por isso, de acordo com o dpeutado, proceder a uma correção desta situação, lembrando que isso mesmo foi defendido numa proposta dos deputados do PSD/M na Assembleia da República. No texto dessa proposta, os deputados sugerem ao Governo da República para que aproveite a revisão da Concessão dos Aeroportos de Portugal à ANA Aeroportos, por força da construção do Aeroporto do Montijo, para promover a revisão das taxas praticadas nos Aeroportos da Madeira e do Porto Santo, fazendo com que se pratiquem, pelo menos, os mesmos valores que se aplicam aos aeroportos dos Açores.

"Esta foi a Proposta referente à redução de taxas aeroportuárias. O comum cidadão da Madeira e do Porto Santo não acredita que algum madeirense fosse capaz de votar contra uma proposta deste âmbito, mas enganem-se, ou melhor, mais uma vez foram enganados."

Porém, continuou Bernardo Caldeira, "os três deputados eleitos pelo Partido Socialista da Madeira votaram contra esta proposta" e, da mesma forma que 'Roma não paga a traidores', os madeirenses e porto-santenses não perdoarão aos traidores socialistas da Madeira".