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O deputado José Prada lamentou hoje, numa intervenção realizada no período antes da ordem do dia, da Assembleia Legislativa da Madeira, "o aproveitamento político" e "demagogia"do PS a vários níveis, "apenas e só com o objetivo de derrubar a coligação que atualmente governa esta Região, o que significa dar cabo da estabilidade conseguida".

E, segundo o deputado, "tudo vale para esse fim", mesmo as contradições.

"No dia em que o País e a Região estavam em alerta pela confirmação de dois casos do novo coronavírus, no continente, a preocupação do PS local mantinha-se na Direção Clínica do SESARAM", referiu como exemplo.

Outra situação foi "o aproveitamento político que o PS assumiu quanto à discriminação do financiamento à Universidade da Madeira que foi, desde a primeira hora, denunciada pelo PSD". 

José Prada lembrou que foi o PSD que propôs a audição ao Ministro de Educação, Ciência, Juventude e Desporto na Assembleia da República para esclarecer esta situação e foi o PSD que, desde logo, se manifestou contra este ataque da República.

Outro exemplo dado pelo deputado foi a postura deste Partido na questão da mobilidade aérea, referindo que votaram contra a alteração no Orçamento de Estado "e depois emendaram à mão", fazendo agora questão de dizer que defendem e de exigir bom senso.

Isto quando o Governo da República, socialista, há mais de quatro anos já poderia e tinha a obrigação de ter resolvido esta questão.

Ainda na mobilidade, José Prada apontou ainda outra contradição do PS na questão do Ferry. "Graças ao PS, a redação final do Orçamento do Estado para 2020 ficará com duas normas contraditórias neste dossiê", denunciou, acrescentando que "a primeira exige ao Governo da República que assegure, em 2020, a existência de uma linha marítima regular entre a Região e o continente e a segunda, por insistência do PS, prevê a criação de um grupo de trabalho para avaliar a viabilidade dessa linha".

O deputado afirmou que "não é este tipo de jogadas que a nossa população espera ou merece". Felizmente, adiantou, temos uma população "esclarecida que sabe quem verdadeiramente luta, todos os dias, pelo encontro de soluções".

Por isso, aos do PS deixa a sugestão para que se esforcem-se por respeitar os seus compromissos, em vez de inventarem desculpas que já não convencem.

"Deixem governar quem foi legítima e democraticamente escolhido para tal, porque é exatamente isso que faremos nestes quatro anos. E também é em nome da nossa população e do interesse superior da nossa terra que tudo faremos para iniciar, em 2021, um novo ciclo de desenvolvimento local."

Em consciência e em coerência, somos a favor da Madeira. Incondicionalmente. Sejam quais forem as circunstâncias. Esteja em causa quem estiver. E é precisamente isso que nos distingue da oposição. Que nos faz escolha há 43 anos e, pelo menos, por mais 4. Porque o PSD não atua em função do poder que outros perseguem."