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Grupo Parlamentar questiona se o Primeiro-ministro vai ou não cumprir 'o ferry' todo o ano em 2020.

O líder do grupo parlamentar acusou hoje o PS "de usar manobra de diversão" e de tentar fazer "intoxicação pública" no que diz respeito à linha marítima entre a Madeira e o Continente, com o objetivo de desviar as atenções do essencial, ou seja, vai ou não haver 'ferry', conforme prometeu o Primeiro-ministro.

Numa iniciativa, realizada na Avenida do Mar, Jaime Filipe Ramos lembrou que, há pouco mais de três meses, o atual Primeiro-ministro, e então candidato socialista, esteve na Madeira, tendo sido muito claro relativamente a esta matéria ao afirmar que, no próximo ano, "teríamos 'ferry' todo o ano, caso o PS ganhasse as eleições ao nível nacional".

Confirmado esse cenário e existindo essa promessa do Governo da República de garantir a linha em 2020, Jaime Filipe Ramos afirmou que foi enviada ao Governo Regional, a 24 de setembro, logo após as eleições regionais, uma carta pelo atual concessionário, a questionar a continuidade da atual operação, uma vez que, segundo o mesmo, a operação seria deficitária.

"Perante esta situação, gerou-se aqui uma dúvida do que é que será o 'ferry' no próximo ano e esta intoxicação por parte do Partido Socialista tem de ser esclarecida porque a questão aqui não é saber se há ou não há carta, ela existe e deve-se à promessa do Primeiro-ministro, mas o mais importante é saber se haverá ou não 'ferry' no próximo ano", disse.

Para Jaime Filipe Ramos, "aquilo que nós todos queremos saber é se António Costa vai ou não vai cumprir, classificando a utilização da carta do operador por parte do PS como "uma manobra de diversão".

O líder parlamentar recordou ainda que, além de ter prometido o 'ferry' todo ano, António Costa garantiu que a operação seria entre o Funchal e Lisboa, tendo já sido dado ordens para que a capital se adaptasse a esta circunstância.

"E é isso que os madeirenses querem saber, se o PS Madeira vai insistir na manobra de diversão ou se, finalmente, vai acabar esta novela e os madeirenses vão ter direito àquilo que é, claramente, uma obrigação do Estado, que é a mobilidade marítima, todo o ano", acrescentou.