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O deputado Bruno Melim dedicou a primeira declaração política desta Legilatura à Juventude, salientando que o ciclo político que agora se inicia contrasta com o final de uma década que trouxe muitas inovações e alterações à forma de viver em sociedade.

"Hoje, num mundo global, vivemos à distância de um clique", disse, salientando que a par do desenvolvimento infraestrutural que temos vindo a assistir na nossa terra, podemos observar, por parte dos mais jovens, um acesso à cultura e à informação sem precedentes.

"Hoje um jovem, na Ponta do Pargo no Caniçal ou na Boaventura, tem acesso, em tempo real, à mesma informação que qualquer outro jovem esteja ele no Funchal, em Lisboa ou em Madrid", afirmou, referindo que, para além de traduzir uma clara melhoria na vida destes jovens, esta realidade capacita-os ao mesmo nível que tantos outros por essa Europa fora e também uma revolução tranquilo que alterou mentalidades, opções, sonhos metas e oportunidades.

Bruno Melim sublinhou que os jovens de hoje cresceram assim numa era em que todos estão ligados, "em que muitos mantêm amizades, expressam as suas opiniões políticas, sociais e religiosas, apenas teclando sem muitas vezes saber que tempo faz lá fora e sem fazerem ideia do que é interagir em sociedade". "Tenho consciência de que são muitos mais os jovens que hoje vivem num mundo digital em detrimento do mundo físico", adiantou, ressalvando que estes são sinais dos tempos.

Do ponto de vista de metas e sonhos, o deputado referiu que os jovens de hoje são necessariamente mais desprendidos, na medida em que viajam, não sendo "apenas nacionais do seu país, mas sim cidadãos do mundo, um Mundo sem barreiras, muros ou fronteiras em que o mais importante é saber para onde queremos ir".

Bruno Melim salientou ainda que fenómenos como a globalização obrigam a que, em matéria de Juventude, se tenham outras preocupações, acrescentando que, uma vez garantida a estabilidade política e, consequentemente, a liberdade, os desafios sociais são aqueles que se assumem como a principal prioridade.

"A luta por uma sociedade inclusiva que permita um tratamento equitativo das causas LGBTI, de questões como a liberdade de género, o direito à identidade sexual, bem como de outras questões como o emprego, à habitação, saúde e a educação de acesso universal definem uma geração que acredita na dignidade da pessoa humana, na meritocracia e em valores como a equidade e a paz social."

Contudo, continuou, o melhor exemplo de um mundo global tem sido a forma como os mais jovens têm abraçado a causa ambiental. 

O deputado refere que, seguramente, que "nem tudo está bem, mas o PSD-Madeira tem orgulho nas medidas que, no âmbito da sua governação, tem vindo a concretizar".

Entre elas, os apoios à natalidade, mais e melhor acesso à educação, a redução dos passes, permitindo que mais gente use os meios de transporte público e reduzindo assim as emissões diárias de CO2, a criação da barragem situada no Pico da Urze, que permitirá que 53% da energia consumida na Região seja produzida por fontes limpas, o Porto Santo Free fossil Island. Medidas que, conforme referiu, vão ao encontro das expectativas daqueles que serão os decisores de amanhã.

"É certo que, no âmbito da Governação Regiona, assumimos o compromisso de criar mais e melhores condições para a fixação dos jovens qualificados que escolheram a nossa Região para viverem, mas também é insensato dizer-se que na Madeira não se tem apostado nos mais jovens", afirmou.

O deputado sublinhou que "os jovens exigem hoje aos Partidos uma resposta global às realidades a que são expostos" e essa resposta é, muitas vezes, mais ampla do que a mera competência municipal, regional e nacional, considerando que os desafios são exigentes, mas esta será a geração mais qualificada de sempre e aquela que melhor se adequa a viver e trabalhar fora da sua zona de conforto.