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Numa altura em que terminam as legislaturas nacional e regional, o deputado Rui Abreu afirmou que "aquilo a que se assistiu, nestes quatro anos, é muito simples e é muito claro: Uma maioria parlamentar na Assembleia da República que é inimiga da Madeira é anti-Madeira e é anti-Autonomia".

Numa intervenção realizada na Assembleia Legislativa da Madeira, o deputado salientou que Portugal bateu, recentemente, o recorde da sua dívida pública, ultrapassando a barreira dos 252 mil milhões de euros, e continua a acumular défices orçamentais anuais.

"Na Madeira, ao invés, a dívida pública foi reduzida em 1,6 mil milhões de Euros, isto é, 22% de redução em seis anos e também há seis anos consecutivos apresentamos saldos positivos anuais, contribuindo de forma positiva para as contas nacionais, ao contrário do que disse António Costa, na Assembleia da República, prontamente desmentido pelos dados do INE."

Segundo o deputado, no país, bateu-se outro recorde: A carga fiscal subiu e superou os níveis do tempo da troika, enquanto que, na Madeira, as taxas de IRS, do IRC e do imposto dos combustíveis desceram.

"Temos, hoje, combustíveis mais baratos na Madeira, se comparados com o território nacional", disse.

Em termos de investimento público, recordou, estamos também, ao nível nacional, na cauda da Europa.  Já, na Madeira, o investimento público foi retomado sendo isso visível e uma aposta clara deste Governo Social-Democrata.

O resultado, a par do aumento do investimento privado, é o crescimento económico há 70 meses consecutivos e a taxa de desemprego mais baixa desde 2011, com a criação de mais de 18.000 postos de trabalho.

No que diz respeito ao sistema de saúde, aos transportes e demais serviços públicos da nação, "assiste-se a uma degradação acentuada dos serviços prestados aos portugueses, que, apesar da propaganda, não funcionam". "A culpa essa, claro, é dos utentes, como agora se viu com o Cartão do Cidadão", acrescentou.

O deputado lembrou também as palavras de António Costa a 15 de março de 2015, antes de se tornar Primeiro-ministro: “Não faz sentido que a República hoje, tendo felizmente taxas de juro melhores, continue a cobrar taxas de juro piores à Região Autónoma da Madeira.”

Porém, "passados mais de quatro anos, o que nós temos a dizer é muito simples e muito claro: É inconcebível que o mercado financeiro ofereça melhores condições do que o próprio Estado oferece, relativamente aos encargos com juros da dívida da Região Autónoma da Madeira."

Outra questão referida por Rui Abreu foi o diálogo com os parceiros sociais, sendo que na Região se conseguiu acordos com os professores, com os enfermeiros, com o setor de hotelaria, entre outros. "Em território continental, o diálogo é apregoado e prometido, mas não é praticado pelo governo socialista. E é assistir a greves e distúrbios, que provocam o caos na vida das pessoas."

Trata-se, de resto, de "um Governo socialista que nem é capaz de cumprir sequer com uma proposta aprovada na Assembleia da República sobre o subsídio social de mobilidade aérea", votando o PS contra a Proposta de Lei que altera o regime desse subsídio, ao contrário dos restantes partidos que a aprovaram.

Outra "trapalhada" tem sido a questão "do financiamento do novo hospital da Madeira, com sucessivos avanços e recuos e que até já teve direito a cartaz socialista, o célebre 'Juntos conseguimos', mais uma mentira do Governo da República para com a Madeira. Ou então as agora muito faladas taxas moderadoras, que não se pagam na Madeira, e que prometem acabar apenas em 2020."

"Como podem vir agora falar de saúde na Madeira quando têm o desplante de apresentar, como medida principal, a compra de um Hospital privado, por sinal e coincidência, pertença de um colega de partido", questiona Rui Abreu.

O deputado recordou que, recentemente, na campanha eleitoral para as Europeias, o secretário-geral socialista, António Costa, acusou o PSD de querer fazer um assalto ao poder, para salientar que "de assaltos ao poder nós sabemos bem quem é o especialista. Primeiro assaltou o seu próprio partido e depois assaltou o país, chegando a Primeiro-ministro, apesar de não ter ganho as eleições."

Isto além da obsessão com a Madeira. "Por isso é que a 22 de abril disse, e passo a citar: «Quando chegarmos a setembro e formos à Madeira ganhar pela primeira vez essas eleições regionais».

Ou seja, "é o Partido Socialista de Lisboa que vem à Madeira ganhar as eleições", estando "explicado o porquê do anúncio da candidatura do PS ao Governo Regional ter acontecido no Continente e não na Madeira".

"Que partido é este que se curva perante os interesses Lisboa, pondo de lado os interesses da Madeira e dos Madeirenses e Porto-santenses?

Que credibilidade têm essas pessoas que mentem e não cumprem o que prometem e que não olham a meios para atingir fins exclusivamente partidários?".

Rui Abreu destacou que, recentemente, por exemplo, numa sessão do Partido Socialista, sobre a economia do mar, participou o Diretor-geral da Política do Mar, Ruben Eiras.

Além disso, membros do governo socialista de Lisboa participam, nessa qualidade, em ações partidárias.

O deputada citou ainda a ex-Primeiro-ministra britânica Margaret Thatcher, quando disse que “o socialismo só acaba quando acaba o dinheiro dos outros", acrescentando que, curiosamente,  "todas as intervenções do Fundo Monetário Internacional que ocorreram em Portugal tiveram algo em comum: os socialistas lideravam o Governo da República. Em 1977 e 1983 com Mário Soares e em 2011 com José Sócrates. Também logo antes de 2011 se viveu um período de “prosperidade” com aumentos salariais e descida do IVA. Pouco tempo depois, José Sócrates solicitava o empréstimo de 78.000 milhões à famosa Troika.
Será isto que queremos para o país?"

Face ao cenário atual, Rui Abreu considera que os madeirenses têm, a 22 de setembro, uma importante escolha a fazer: "Entre aqueles que, em primeiro lugar, defendem a Madeira e a sua Autonomia e aqueles que se curvam perante Lisboa e perante o seu líder nacional. Entre sermos nós a decidirmos o nosso futuro ou serem os outros a decidiram por nós."