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Foram hoje discutidos na Assembleia Legislativa da Madeira os votos de pesar, da autoria do PSD, pelo falecimento do historiador Alberto Vieira e da artistas Guilhermina da Luz. 

Sobre o historiador Alberto Vieira, o deputado Eduardo Jesus afirmou que partiu o "homem que vivia no rasto da história, no fascínio da descoberta", um homem "do conhecimento, do saber e da cultura e um "embaixador de grande valor", sendo as suas obras um testemunho de vivência e registo da nossa História.

Natural de São Vicente, onde nasceu a 12 de setembro de 1956, Alberto Vieira era um dos mais notáveis académicos e historiadores da Madeira, pautando a sua vida enquanto investigador a historiador pelo aprofundamento do conhecimento da história e da cultura Região.

É reconhecido pelo seu trabalho na investigação da história, em particular da Madeira, mas também do conjunto das ilhas atlânticas, destacando-se nas suas publicações as temáticas do açúcar, do vinho, da escravatura, da Autonomia, entre outros.

Alberto Vieira era Licenciado em História pela Universidade de Lisboa, tendo feito Doutoramento na História dos Descobrimentos e Expansão Portuguesa, na Universidade dos Açores.

Desde 2008, esteve à frente do CEHA – Centro de Estudos e História do Atlântico, organismo tutelado pelo Governo, criado pelo decreto legislativo regional nº.20/85, de 17 de setembro, no âmbito da Secretaria Regional do Turismo e Cultura, com o objetivo principal de coordenar a investigação e promover a divulgação da história das Ilhas Atlânticas.

Deputados da AR também apresentam Voto de Pesar

Além deste voto na Assembleia Legislativa da Madeira, o Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia da República apresentou também um voto de pesar pela morte do historiador.

Em discussão hoje no Parlamento Regional, no período antes da ordem do dia esteve também um voto de pesar pelo falecimento de Guilhermina da Luz Camacho da Silva, uma figura relevante no domínio das artes plásticas e do ensino artístico da Madeira, atividade que conciliava com a docência.

A artista e professora nasceu na Ponta de Sol, em 1947. Depois de ter vivido alguns anos em Angola, regressou na década de setenta à Madeira, onde concluiu o Curso Superior de Artes Plásticas/Pintura no Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira (ISAPM), mais tarde designado por Instituto Superior de Arte e Design (ISAD) da Universidade da Madeira.

Foi à UMa que dedicou grande parte da sua vida enquanto professora, entre 1981 e 2006, lecionando disciplinas das áreas de Pintura, Serigrafia, Composição e Comunicação Visual.

Enquanto artista plástica e autora literária, está representada em coleções privadas, em espaços públicos e na coleção do Mudas – Museu de Arte Contemporânea da Madeira.

Voto de congratulação pela distinção do IASAÚDE com prémio do INFARMED

Ainda no período antes da ordem do dia, foi discutido o voto de congratulação, do PSD, "Pela distinção do Instituto de Administração da Saúde (IASAÚDE) com o prémio Boas Práticas INFARMED 25+".

O Instituto de Administração da Saúde, IP-RAM (IASAÚDE) foi premiado pelas Boas Práticas implementadas no âmbito da recente implementação da Via Verde do Medicamento da Madeira. Este instrumento, criado na Região em abril de 2018, permite resolver de forma expedita falhas de abastecimento de medicamentos essenciais aos doentes.