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O líder parlamentar do PSD afirmou, numa intervenção, que no quarto mandato quer da Assembleia Legislativa, quer na Assembleia da República é hora de fazer balanços e de perspetivar novos mandatos.

Há, assim, a oportunidade de avaliar “quem cumpriu e quem não cumpre, assim como quem agora tudo promete sem saber como fazer ou então, e pior, promete para a Madeira o pior de Portugal”.

Jaime Filipe Ramos salientou que, se é certo que em breve os partidos terão a oportunidade de apresentar ideias e propostas para os programas eleitorais, é também certo que “temos que ter a obrigação de desconfiar de quem tudo promete para além de 2019, e que durante os últimos 4 anos, ou seja desde 2015, tudo fez para que a Madeira não tivesse aquilo que agora promete para além de 2019”.

Parece confuso, mas Jaime Filipe Ramos diz resultar de uma “habilidade” e até mesmo “manhosice socialista da República”, que tem na Madeira algumas tristes marionetes. Exemplo disso foi o que aconteceu no último sábado em que se assistiu a mais um “episódio triste na nossa Autonomia”, com a importação de mão-de-obra para colóquios, Estados-gerais e outras iniciativas.

“Mais um governante visita a nossa Região, desta vez até o Primeiro-ministro que pelos vistos tem mais disponibilidade para vir à Madeira para o PS do que para falar com os madeirenses.”

Curiosamente, para falar de tudo menos daquilo que está por resolver em relação à Madeira, adiantou.

Há, segundo o líder parlamentar, “uma estratégia de bloqueio que tem o dedo na Região. Aliás, afirma que os próprios deputados são confrontados, nos corredores da Assembleia, com a forma como os deputados e dirigentes do Partido Socialista se gabam de bloquear os assuntos que não lhes interessam. Isto para criar a ideia que só serão resolvidos com o PS. "Há claramente a ideia de que, ao atrapalharmos a vida dos madeirenses, vamos fazer com que pensem que a solução está no PS. Na minha opinião, é claramente um atestado à inteligência do povo madeirense, ou seja, gozar, com os madeirenses e julgar que as pessoas não têm inteligência suficiente para perceber qual é a estratégia do Partido Socialista”.

Jaime Filipe Ramos sublinhou que, além de estar a gozar o tempo todo com os madeirenses, o Primeiro-ministro não trouxe nada de novo como ainda foi aplaudido por madeirenses que estão "satisfeitos" com alguém que tudo fez para bloquear os dossiers da Madeira e ainda se intitulam defensores da Autonomia.

Isto além do reconhecimento de António Costa da sua obsessão pela Madeira. Recorrendo ao dicionário, Jaime Filipe Ramos refere que obsessão é ato de importunar alguém, estado doentido, cuja consciência está ocupada por uma ideia fixa que não consegue ultrapassar, ou então personalidade perturbada e de perseguição diabólica.

Ou seja, "nós todos madeirenses, sem exceção, somo vítimas desta obsessão doentia do PS e do Primeiro-ministro porque isto caracteriza aquilo que temos sofrido ao longo dos últimos quatro anos".

Depois de lembrar as várias questões que estão à espera de resolução por parte da República, Jaime Filipe Ramos afirmou que este Primeiro-ministro não só mente como engana os madeirenses.