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A deputada Josefina Carreira afirmou hoje, numa intervenção na Assembleia Legislativa da Madiera que, a "saúde foi encarada, desde início, como uma prioridade da governação do PSD. Um setor que atravessava em 2015 grandes desafios, do ponto de vista financeiro, dos recursos humanos, dos equipamentos e infraestruturas, para além da conjuntura atual de envelhecimento da população e da permanente evolução das terapêuticas disponíveis".

Segundo a deputada, "passo a passo, o Serviço Regional de Saúde recuperou a sustentabilidade financeira, e tem trabalhado de forma crescente para proporcionar melhores condições de trabalho aos seus profissionais, e melhores condições de atendimento aos utentes".

"Assente numa estratégia de valorização dos recursos humanos e de aposta nos cuidados de saúde primários, o sistema de saúde tem registado progressos que são um incentivo para continuar a investir nesta área", disse.

A deputada sublinhou que "o orçamento regional, ao longo destes 4 anos, aumentou sempre a dotação financeira para a saúde e atinge, em 2019, o valor inédito de 372 M euros". "São medidas como o reforço dos recursos humanos, a via verde do medicamento, o programa de recuperação de cirurgias, a acreditação de serviços e as obras nos centros de saúde, no Hospital dos Marmeleiros e no Hospital Nélio Mendonça, somadas à qualidade e dedicação dos profissionais de saúde, que nos permitem ter orgulho no trabalho desenvolvido e confiar na crescente melhoria dos serviços prestados à população", afirmou.

Josefina Carreita salientou, contudo, que "não podemos ignorar, nem o fazemos, os condicionalismos que persistem, nem os desafios nacionais e europeus que se colocam hoje à saúde. O que fazemos é, partindo de um quadro realista, mobilizar os meios humanos, técnicos e financeiros para que o serviço regional de saúde continue a merecer a confiança dos madeirenses. Temos, sim, um bom sistema de saúde, existem, sim, constrangimentos que foram e estão a ser debelados por este Governo. Há sim uma estratégia positiva e proactiva para a saúde na Madeira".

Porém, ressalvou, "há um partido nesta casa que tem a solução imediata para todos os problemas da saúde na Madeira. Só não diz qual é. Desconfiamos, aliás, que nem esse partido saiba!"

"É que o Partido Socialista veio na semana passada falar com toda a autoridade sobre este tema.
Disse que a saúde na Madeira não é uma prioridade para o Governo Regional, mas não reconheceu que os orçamentos regionais têm aumentado todos os anos nesta área.
Disse que as altas problemáticas são um problema, mas não reconheceu o aumento de vagas em lares nem a criação da rede de cuidados integrados.
Disse que faltam recursos humanos, mas não reconheceu a contratação de mais 80 médicos, 244 enfermeiros e mais de 40 assistentes operacionais.
Disse que faltam médicos especialistas, mas não reconheceu que o Governo criou um sistema de incentivos à fixação de médicos nas especialidades em carência.
Disse que há um subfinanciamento da saúde, mas votou contra o maior orçamento para a saúde no valor de 372 M de euros.
Diz o Partido Socialista que foram 4 anos perdidos. E foram! 4 anos perdidos para o PS apresentar as suas soluções milagrosas para a saúde e implementá-las onde é governo. Basta olhar para o estado do Serviço Nacional de Saúde!
O Partido Socialista continua sem respostas concretas para a saúde, a não ser discursos de circunstâncias em que diz “pessoas” muitas vezes, e a não ser criticar sem apresentar uma alternativa credível."

Posto isto, Josefina Carreira questionou "que autoridade tem o Partido Socialista para falar sobre saúde quando não consegue sequer estabilizar o Sistema Nacional de Saúde?"

"Diz o PS que na Madeira a saúde não é uma prioridade, mas foi no continente que as transferências do Estado para o SNS diminuíram 6,1 % entre 2015 e 2017.
Diz o PS que faltam recursos humanos na Madeira, mas só no sistema nacional de saúde faltam 5.500 médicos e 30 mil enfermeiros.
Diz o PS que há um subfinanciamento da saúde na Madeira, mas foi a dívida do SNS aos fornecedores que aumentou 21% face a 2016, e 51% face a 2014!
O PS critica as listas de espera na Madeira, mas não diz que no SNS essas mesmas listas continuam a crescer ou que o seu Governo não paga as cirurgias que manda fazer no privado.
As greves dos enfermeiros e dos técnicos de diagnóstico e terapêutica sucedem-se, problemas graves afetam o sistema informático do SNS, vários hospitais entraram em falência técnica”, há demissões em catadupa em hospitais por todo o país, e o Ministro da Saúde foi substituído."

A deputada salienta que "quando o Ministro das Finanças, em 2018, ou seja, após quase 3 anos de governação, admite que há má gestão na saúde, está tudo dito!", lembrando o recente relatório do Tribunal de Contas que foi contundente em subscrever com números as palavras do ministro. Menos transferências para a saúde, pagamentos em atraso, dívida a aumentar e falhas no fornecimento aos hospitais.

"Afinal, a austeridade não tinha acabado? Como é que não há dinheiro para a saúde?". É assim, afirmou a deputada, que vai caindo a máscara ao Governo Socialista. "Já todos percebemos que a política da geringonça é fazer uma coisa e dizer outra!
Diz que austeridade acabou, ao mesmo tempo que bate recordes na arrecadação de impostos e que se queixa (como se não governasse) do subfinanciamento da saúde.
Os portugueses já perceberam que a política da geringonça é atirar as culpas para o lado ou desviar as atenções. E o Partido Socialista na Madeira personifica, cada vez mais, esta política vazia, de quem tem muitas intenções, muitas frases feitas, mas não tem medidas concretas que respondam às necessidades dos madeirenses. As que tem, já vimos o resultado que deram na República."

Face a este cenário, Josefina Carreira garante que "a Madeira dispensa lições destas da parte do Partido Socialista. A Madeira não precisa dos problemas que atingem o Serviço Nacional de Saúde. A Madeira precisa, sim, de propostas concretas e realistas. A Madeira precisa, sim, de continuar a investir, como tem feito, na valorização do sistema regional de saúde, para que a população tenha acesso aos melhores cuidados de saúde possíveis."