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Na véspera do Dia da Região e das Comunidades Madeirenses, os deputados do PSD/M na Assembleia da República denunciaram, numa iniciativa realizada junto à Loja do Cidadão, mais uma discriminação do Governo Central relativamente à Madeira, desta vez a exclusão dos emigrantes madeirenses do Programa dirigido aos portugueses que emigraram durante a crise para o estrangeiro e que querem regressar a Portugal.

“Não é aceitável”, afirmou o deputado Paulo Neves, salientando que se trata de um programa nacional e que os madeirenses deviam ter também direito a esse apoio do Estado. “É injusto porque foi uma crise nacional, do país inteiro, e, portanto, se existe um programa para ajudar aqueles que queiram regressar não há justificação nenhuma para que não se incluam os cidadãos da Madeira, que também foram vítimas dessa crise e que também poderão querer regressar à nossa Região”.

Uma situação que já motivou um alerta dos deputados social-democratas da Madeira na Assembleia da República, que irão insistir para que também os emigrantes madeirenses possam ser incluídos nesse programa.

Classificando o PSD como um partido das comunidades, Paulo Neves sublinhou que tem havido “uma preocupação enorme com todos os madeirenses que vivem fora da Madeira”, em particular aqueles que vivem “um período muito difícil das suas vidas”.

Uma preocupação que se traduz no trabalho desenvolvido na Assembleia da República, sendo disso exemplo a aprovação de uma nova legislação, cujo o projeto teve por relator Paulo Neves, que vai continuar a dar o direito a todos os emigrantes portugueses, grande parte da Madeira, de votarem nas eleições locais, no Reino Unido, e aos imigrantes britânicos de votarem nas eleições locais em Portugal.

“Isto é muito bom porque, apesar do Brexit, e tudo indica que vai haver o Brexit, esta legislação faz com que os portugueses em geral, mas, naturalmente, os madeirenses em particular, e que são a maior parte da comunidade que vive em Londres, possam continuar a votar nas eleições locais no Reino Unido como também a população do Reino Unido vai continuar a poder votar nas eleições locais em Portugal.”