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Paulo Neves, deputado do PSD/Madeira na Assembleia da República, denunciou esta segunda-feira as “imensas dificuldades” que a comunidade madeirense atravessa para renovar os Cartões de Cidadão, fazer os passaportes e os registos nos consulados de Portugal em Londres e em Manchester.

“As informações que nos chegam, falam em longas filas de espera, em pessoas que pernoitam nos carros à porta do consulado de Portugal em Londres. As marcações são feitas a partir das 16h00 por telefone e ninguém atende, porque não há funcionários para o atendimento”, referiu o parlamentar social-democrata em Conferência de Imprensa.

Uma situação “inaceitável” e “própria de um país de terceiro mundo” que é “inteiramente da responsabilidade do Governo da República e da Secretaria de Estados das Comunidades”, que em três anos “nada fez”, apesar dos atos consulares em Londres e em Manchester terem aumentado 52% entre 2013 e 2018 devido ao aumento do número de emigrantes e devido ao Brexit.

Garantindo que tudo fará para ultrapassar esta questão, porque o PSD/Madeira “é o Partido das Comunidades” e “aquele que melhor defende os interesses dos emigrantes portugueses e em especial dos emigrantes madeirenses”, Paulo Neves anunciou que estará na Inglaterra na próxima semana.

O deputado do PSD irá integrar uma Delegação da Comissão Parlamentar de Negócios estrageiros e Comunidades Portuguesas, que se deslocará aos consulados de Londres e de Manchester entre 3 e 7 de junho para “transmitir o profundo descontentamento e identificar os processos de melhoria, e exigir ao Governo da República que trate desta questão definitivamente.”

Lembrou ainda que os deputados social-democratas eleitos pela Madeira têm chamado constantemente a atenção do Governo da República, nos últimos três anos, para a necessidade do reforço dos meios humanos e técnicos nos consulados.

O PSD defende assim o aumento dos meios humanos nos consulados, o alargamento nas horas de atendimento aos emigrantes, o reforço das linhas telefónicas e o melhoramento no sistema informático, para que os emigrantes não tenham de se deslocar à Madeira para tratar de atos consulares que deveriam ser tratados diretamente em Londres e em Manchester.

“Temos 305 mil portugueses registados em Inglaterra, sendo que 245 mil estão em Londres. Entre 2010 e 2015 emigraram 120 mil portugueses para Inglaterra, ou seja, o Governo Central teve mais do que tempo para preparar os nossos consulados para esta situação. Para além da questão do Brexit que levanta muitas dúvidas, e que só por isso já merecia um reforço”, rematou.