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A deputada Sara Madruga da Costa confrontou o ministro das Finanças com a cobrança indevida à Região, por parte do Governo da República, de uma taxa de juro de 3,375% ao empréstimo da Região, quando a Assembleia da República aprovou no Orçamento do Estado para 2019 uma taxa de 2,80%,  que já custou à Região mais 3.868.537,41 euros.

Num audição em sede da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa na Assembleia da República, a deputada salientou que "este será um importante momento de confronto a um Governo socialista que o final da legislatura continua sem cumprir com aquilo que prometeu aos madeirenses e porto-santenses, quer quanto ao financiamento do Novo Hospital, quer quanto à revisão efetiva da taxa de juro, quer quanto ao subsídio social de mobilidade".

Nesse sentido, a deputada madeirense exigiu que "o Governo socialista pague o que deve à Madeira".

Além destes cerca de 3,9 milhões de euros, Sara Madruga da Costa lembrou que o Governo da República ainda não pagou à Região a dívida de 18 milhões de euros dos subsistemas de saúde e cerca de 30 milhões de acertos fiscais.

Para Sara Madruga da Costa, "este é mais um exemplo de uma atitude lesiva e persecutória do Governo socialista à Madeira já que, mesmo depois da Assembleia da República ter aprovado uma taxa de juro mais baixa ao empréstimo da Região (2,80%), o Governo da República continuou a aplicar em 2019 uma taxa agiota de 3,375%, muito superior à que o Estado paga aos seus credores nacionais e com isso continuou a ganhar dinheiro com a Madeira.

Com este comportamento e com esta atitude cai por terra mais um compromisso eleitoral de António Costa com a Madeira - a redução da taxa de juro do empréstimo da Madeira. "

O PSD aproveitou ainda esta audição para questionar o Ministro das Finanças sobre outros assuntos da Madeira pendentes como a clarificação do financiamento do Novo Hospital.