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O PSD voltou a protestar contra o Governo Central na Assembleia da República perante mais uma exclusão da Madeira de um programa de âmbito nacional e exige explicações à Ministra da Saúde.

Em causa, a resolução do Conselho de Ministros, publicada no dia 2 de maio, que aprova um Programa de Investimentos na área da saúde, de cerca de 91 milhões de euros, e que abrange apenas dez hospitais no continente, voltando a deixar a Madeira de fora.

A deputada Sara Madruga da Costa considera “lamentável que a Região tenha ficado, novamente, de fora de um programa nacional de investimento” e considera a exclusão da Madeira deste Programa de Investimentos na área da saúde (PIAS) “ainda mais grave” do que as exclusões anteriormente denunciadas pelo PSD na Assembleia da República, (PART – Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos, ao PNI- Programa Nacional de Investimentos 2030 e ao GAV- Gabinete de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica) por “envolver um direito essencial que é a saúde”.

“Esta exclusão da Madeira é gravíssima porque o Governo socialista, apoiado pelo BE e pelo PCP, não só deixa a Madeira de fora de um programa nacional de investimentos na saúde, como também não contempla ou transfere qualquer verba para que o Serviço Regional de Saúde possa também levar a cabo na Madeira, em igualdade de circunstâncias, o investimento, a recuperação e a melhoria de infraestruturas e equipamentos do setor da saúde, numa lógica também de permanente melhoria da promoção e garantia do direito à saúde”, disse.

A deputada madeirense estranha ainda "o silêncio dos partidos de esquerda na Assembleia da República sobre esta matéria” e refere que, “talvez por serem governo em Lisboa, esquecem-se de aí reivindicar um maior investimento e um melhor acesso dos madeirenses e porto-santenses aos cuidados de saúde”.

O PSD acusou ainda o Governo socialista “de politizar a saúde dos madeirenses e porto-santenses com o apoio do BE do PCP", relembrando “o impasse do Governo central em relação ao financiamento do novo Hospital da Madeira prometido desde 2015”.