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O deputado Paulo Neves afirma que os partidos têm de criar autênticas vias-verdes de entrada rápida dos jovens nas formações políticas, sob pena de "perderem o futuro e de serem substituídos".

Numa conferência, realizada no âmbito da iniciativa Parlamento Jovem, na Escola Básica e Secundária de Santa Cruz, o deputado salientou a necessidade de os "partidos estarem sempre a se reinventar", considerando que "a forma de fazer política hoje nada tem a ver com aquela que se verificava há 20 ou mesmo há 10 anos".

"Quem não consegue perceber isto, não percebe mais nada", disse, apelando a uma maior intervenção dos jovens e sugerindo que "olhem à sua volta, identifiquem o que está mal e sejam capazes de criar soluções".

Nesse sentido, lançou o desafio para que participem na vida cívica, seja através de associações, da publicação de opiniões ou através das forças político-partidárias, sem nunca abandonarem a "defesa da dignidade humana, das liberdades e da Democracia".

Paulo Neves falou ainda dos desafios atuais, como a criação de riqueza para combater a pobreza, assim como de questões ambientais e europeias e de funcionamento das instituições da República e da União Europeia.

O deputado sublinhou que "ainda há muito por fazer em Portugal e muito do que ainda falta fazer já deveria estar feito". Deu o exemplo dos 20% de portugueses que vivem na pobreza, a baixa qualificação e baixos rendimentos da população, a baixa competitividade da nossa economia num mundo cada vez mais global e competitivo. "Dados que nos devem envergonhar", acrescentou.

"O Parlamento Jovem é da iniciativa da Assembleia da República e leva deputados às várias escolas do país, incluindo as da Região.