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A deputada Sara Madruga da Costa reputou de “farsa” o Orçamento do Estado para a Madeira e acusou o Governo de mentir e enganar os madeirenses.

“Podemos pretender enganar todos por algum tempo, até conseguir enganar alguns por todo o tempo, mas não conseguimos enganar todos, todo o tempo” começou por dizer a deputada, dirigindo-se a Mário Centeno, no âmbito da discussão na generalidade, do Orçamento do Estado para 2019.

Os madeirenses já perceberam que foram enganados e que o Orçamento do Estado é também uma farsa também para a Madeira”, concretizou a deputada social democrata.

Numa alusão a um ditado popular madeirense “de um poço sujo, não se retira água limpa”, Sara Madruga da Costa lembrou os “três anos de promessas por cumprir”, tendo referido que com este Orçamento “fica clarinho como a água, a aldrabice e o embuste em torno do financiamento do novo Hospital da Madeira e da taxa de juro do empréstimo da Madeira”.

A deputada recordou que o Governo prometeu pagar 50% do custo do novo Hospital, mas agora só assume esse pagamento em 13%, anuncia um financiamento superior a 132 milhões de euros, mas depois publica uma resolução apenas de 96,5 milhões de euros.

Sara Madruga da Costa questionou igualmente o ministro das Finanças, sobre aquilo que apelidou de “castigo em dobro” que o Governo impõe à Madeira com a taxa de juro de empréstimo da Região.

“Este Governo castiga em dobro, os madeirenses e ganha em dobro com a Madeira. Castiga em dobro a Madeira, porque não baixa a taxa de juro para 2,5%, não elimina a taxa cobrada pela República e introduz o pagamento antecipado da dívida. E com isso, não permite à Madeira uma poupança de cerca de 140,5 milhões de euros. Ganha em dobro, com a Madeira, primeiro com a taxa de agiotagem e segundo com a condição adicional de pagamento antecipado do empréstimo”.

Depois de três anos de “mentiras, trapaças, embustes, truques, manipulações, de meras habilidades, palavras vãs, para enganar e brincar com os madeirenses”, a deputada, desafiou Mário Centeno a dizer se o Governo iria “continuar a arranjar esquemas, novos argumentos esfarrapados e outras justificações para não cumprir sequer com os 13% do financiamento do novo Hospital? E se iria“continuar a adiar a revisão da taxa de juro do empréstimo à Madeira?

Rubina Berardo confronta Carlos Pereira

Neste primeiro dia de debate, a deputada Rubina Berardo quis saber se o deputado do PS/Madeira Carlos Pereira vai continuar a "ser figurante" da "farsa" que está a ser realizada pelo Governo da República, dando o exemplo do novo hospital, em que se promete 50% mas apenas se quer dar 13%.

O mesmo acontece, lembrou a deputada, com a taxa de juro, com o Governo da República a alegar que vai diminuir a taxa mas depois dá um "verdadeiro abraço de urso relativamente aos contribuintes da Madeira, obrigando a canalizar a poupança para a própria amortização mais rápida do capital". E adiantou que "nem a troika foi tão longe" como o PS na imposição dos critérios do empréstimo.

Concluiu com a sugestão ao deputado socialista madeirense: "Não basta parecer, tem que o ser".

Intervenção da deputada Sara Madruga da Costa

Intervenção da deputada Rubina Berardo