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Paulo Neves considera que a vinda dos portugueses que estão na Venezuela deve ser vista como uma oportunidade, defendendo também uma "atenção especial" do Estado português em relação aos que ainda se encontram naquele país "numa situação muito difícil".

O deputado falava após uma reunião com o Secretário Regional de Educação, que tem o pelouro das comunidades madeirenses, na sequência de um requerimento apresentado pelos deputados social-democratas da Madeira, na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades, para um conjunto de audições a personalidades da comunidade portuguesa na Venezuela, de modo a que possa ser feito um ponto da situação sobre a realidade que ali se vive e também com vista à apresentação de sugestões de melhoria no apoio que é prestado à comunidade portuguesa.

Entre essas personalidades, deverá constar também o Secretário Regional de Educação.

Paulo Neves lembra que é preciso tratar estes cidadãos como qualquer outro português. "Muitas vezes usamos a expressão de venezuelanos. São portugueses como qualquer um de nós."

Defende ainda que o Estado deve apoiar ainda mais todas as associações portuguesas na Venezuela. "Não há ninguém que conheça melhor a realidade local e como é que o apoio pode e deve ser dado à nossa comunidade que as próprias associações ligadas à comunidade portuguesa", disse. E, do mesmo modo, as associações que acompanham os portugueses que regressam da Venezuela, lembrando que a maior parte dessas pessoas têm por destino a Madeira.

Nesse sentido, Paulo Neves considera que o "Estado português tem que continuar a apoiar o Governo da Madeira no apoio que tem sido dado, e que tem sido discreto, mas excepcional e bem feito àqueles portugueses que regressam da Venezuela".

Por outro lado, o deputado salientou que a Venezuela é também uma questão da Europa, porque se trata de uma situação que afeta portugueses, mas também de espanhóis e de italianos, todos eles europeus.

"Tem de haver uma solução também europeia para a questão da Venezuela", afirmou Paulo Neves, ressalvando que é preciso olhar para toda esta situação do ponto vista da oportunidade para os países que acolhem os cidadãos que regressem daquele país, lembrando que se tratam de pessoas "ativas" e "empreendedoras".

O deputado considera que o que se tem feito na Madeira, ao nível da integração e inserção social, representa um "exemplo nacional" a está até a ser acompanhado com atenção por outros países, como a Espanha e a Itália.