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Notícias
  Quinta, 6 Outubro 2016

O debate potestativo sobre os incêndios que assolaram a Madeira em agosto de 2016 marcaram o início da nova sessão legislativa da Assembleia Regional.

Estiveram presentes neste debate os secretários regionais dos Assuntos Parlamentares e Europeus, Sérgio Marques, do Ambiente e Recursos Naturais, Susana Prada, e da Inclusão e Assuntos Socias, Rubina Leal, a quem coube a intervenção inicial do Governo.

A governante começou por lembrar o drama vivido pelos madeirenses, o qual testemunhou no terreno. Referiu também que durante os dias dos incêndios passaram pelo RG3 cerca de 900 pessoas e que, até hoje, já foram vistoriadas pela Investimentos Habitacionais da Madeira mais de 271 habitações e realojadas 106 famílias, o que corresponde a mais de 300 pessoas.

Rubina Leal afirmou que a prioridade do Governo foi encontrar solução imediada para as famílias, tendo, desde, logo recorrido ao arremendamento para o realojamento provisório, tendo também salientando que já estão a ser realizadas obras em mais de uma centena de habitações danificadas e tomado medidas no sentido de reconstruir fogos com a mesma finalidade.

Da parte do Governo foram acionados todos os meios disponíveis, garantiu a secretária regional, acrescentando, após questões colocadas pelos deputados, que até hoje, passados 58 dias, ainda não houve uma resposta concreta do Governo da República relativamente ao apoio que pderá ser prestado nem aos 80 milhões que o líder do PS-M disse estarem já assegurados.

Neste debate, o líder parlamentar do PSD fez questão de esclarecer as declarações do presidente do Governo Regional, não por considerar que é o essencial no que se refere à questão dos incêndios, mas porque entende que não pode ficar a pairar no ar a "falsidade".

Jaime Filipe Ramos lembrou, por isso, as declarações do Presidente do Governo Regional, que foram tiradas do contexto e que “ainda ardia, alguém já promovia” nas redes sociais. O que disse o presidente do Governo Regional foi o seguinte: “Fazemos votos e vamos nas próximas horas tentar controlar a situação. Há sempre imponderáveis, podem surgir imponderáveis, mas, neste momento, a situação está relativamente consolidada.” Curiosamente, sublinhou Jaime Filipe Ramos, não foi isso que passou nas redes sociais, as mesmas que também se esqueceram de referir que o presidente da Câmara do Funchal desvalorizou o facto de ter ardido uma das casas no Lombo dos Aguiares por pertencer a um emigrante também as declarações, feitas pelo mesmo antes dos fogos se terem intensificado, de que a situação estava “relativamente controlada”. Porém, para o líder parlamentar do PSD, o essencial está nos verdadeiros protagonistas dos incêndios: “O verdadeiro herói de agosto de 2016 é o povo que saiu à rua, ajudou os vizinhos, salvou os seus bens e não andou à procura de câmaras de televisão."