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Notícias
  Domingo, 2 Outubro 2016

Os eleitos do PSD em Santa Cruz denunciaram hoje as más opções do executivo do JPP, tendo acusado a atual vereação de pouco ou nada ter feito nos últimos três anos em prol dos munícipes, ao contrário daquilo que quer fazer crer. "Falta visão, falta planeamento estratégico, é um município parado, como vemos também, é um JPP sem rumo", afirmou Vânia Jesus deputada municipal e também na Assembleia Legislativa da Madeira.

A autarca lembrou que, ao entrar para a Câmara, o JPP teve logo como bandeira a realização de uma auditoria às contas do município. Chegou, inclusive, a abrir um conta em nome do povo para que este também pudesse contribuir.  Relativamente a esta questão, Vânia Jesus desafia o JPP a vir  a público dizer quanto dinheiro foi arrecadado e se o povo realmente contribuíu, assim como qual o fim que foi dado a essa conta.

A deputada sublinhou que, neste momento, Santa Cruz e os santacruzenses estão piores em muitas áereas. A começar pelo setor da água, sendo "inaceitável" que o JPP tenha aumentado "brutalmente" o valor que é pago pelos munícipes. "Fê-lo a pretexto do aumento do IGA, o qual contestou até judicialmente, mas, mesmo não pagando esse aumento à ARM, obriha hoje todos os santacruzenses a pagá-lo na sua fatura e isto não tem outro nome seão enganar os santacruzenses." Ainda neste setor, afirmu ser necessário resolver as perdas de água, que se situam acima  dos 70%.

Segundo Vânia Jesus, Santa Cruz está  igualmente pior no que se refere à limpeza e à conservação de espaços verdes e estradas e também na área social em todas as suas vertentes, sendo o único município da Região que "não dá qualquer apoio às suas instituições culturais e desportivas".

"Não se tem para apoiar as pessoas, as instituições, não se tem para apoiar as empresas do concelho, mas depois temos verba para pagar mais de 500 mil de euros a uma sociedade que até hoje ainda não provou nada e são verbas que, em nosso entender, podiam ser derramadas nestas áreas sociais", afirmou.

Já numa análise do ponto de vista financeiro, Vânia Jesus disse ser verdade que tem sido paga dívida, mas recordou que não é menos verdade que essa dívida tem sido paga com as prestações cedidas ao abrigo do PAEL, o qual sempre foi recusado pelo JPP, mas que já era uma realidade quando o partido foi a votos e entrou para a Câmara. "Sabia já que o município tinha este PAEL e quais eram as regras, mas o PAEL é bom à segunda, já não é bom à terça  e é bom à segunda porque são exatamente estas tranches que têm permitido a redução de dívida. e pagamento a fornecedores." Além, denunciou, o pagamento a fornecedores tem também sido feito com recurso a empréstimos, o que "não resolve os problemas de falta de liquidez", sendo outros, cerca de 40, atirados para processos judiciais, os quais já custam ao município cerca de 6 milhões de euros. 

Além disso, a deputada salientou que os orçamentos do JPP têm sido empolados, tendo sido criada a ideia de que já existe alguma capacidade financeira para realizar investimento. Criou receitas artificiais que a 30 de julho deste ano eram já de 88 milhões. Porém, segundo a autarca", "este valor não existe, está lá colocado virtualmente, mas, a nosso ver, serão receitas que nem poderão ser cobradas". Isto, porque, se referem a direitos de passagem devido a canalizações e cabos da ARM e da Empresa de Eletricidade que o Município, numa atitude diferentes dos restantes do país, e "contra leis e decretos nacionais e mesmo adaptações regionais", vem agora cobrar. Ou seja, coloca um valor que, muito provavelmente, não irá receber, numa tentativa, de acordo com Vânia Jesus, de "criar a ilusão de que tudo vai bem e que tudo é um caminho seguro, quando não o é".

Face a este cenário,a  deputada pede aos munícipes que façam a sua reflexão sobre os últimos três anos.