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Notícias
  Sábado, 2 Julho 2016

O PSD Madeira acusa os responsáveis da Câmara Municipal do Funchal de adoptarem uma “política da mentira”.

“Em quatro dias apenas, três mentiras gritantes pautaram a atuação do atual executivo da Câmara Municipal”, afirma o presidente da concelhia do PSD Funchal, Carlos Rodrigues, numa ação realizada junto aos terrenos onde será construído o novo hospital, em Santa Rita.

A primeira mentira está relacionada com as obras que estão a ser efetuadas nas ribeiras, “em que a Câmara foi sempre parte, foi sempre ouvida, foi sempre tida e achada em todo este processo”, tendo inclusive dado pareceres positivos. Porém, sublinha Carlos Rodrigues, perante a pressão da opinião pública para que sejam feitas alterações, vem dizer que todo o trabalho que está a ser efetuado é da responsabilidade “única e exclusiva” do Governo.

A segunda mentira envolve a Assembleia Legislativa da Madeira. A Câmara do Funchal afirma ter enviado um parecer sobre a adaptação da lei relativa à regulação do setor dos transportes. “Isso é totalmente falso”, refere Carlos Rodrigues, assegurando que “nem a Câmara Municipal do Funchal o fez nem através da AMRAM a Assembleia Legislativa recebeu qualquer parecer”.

A terceira mentira é a que se refere ao novo hospital, num claro desrespeito não só pelos funchalenses como por todos os madeirenses em geral. A Câmara do Funchal afirmou não ter recebido qualquer informação do Governo sobre a localização desta nova unidade de saúde, mentindo descaradamente a quem a elegeu. “O Governo Regional, em abril, teve a preocupação de informar a Câmara, de mandar os elementos necessários para que se pronunciasse sobre a localização do novo hospital em São Martinho”, afirmou Carlos Rodrigues, adiantando que, um mês depois, a autarquia respondeu, garantindo que “concorda e que considera adequada a intenção do Governo regional da Madeira em localizar o novo hospital da Madeira na freguesia de São Martinho, em Santa Rita”. Uma posição que é comprovada pela troca de ofícios entre ambas as entidades.

Perante este cenário, o PSD Madeira exige que o presidente da Câmara Municipal do Funchal venha explicar aos funchalenses e madeirenses quais são as suas “verdadeiras intenções” ao tentar promover “guerras estéreis” com as diferentes instituições da Região.
A CMF não só não acautelou a localização do novo Hospital com base numa mentira como pretende alterar a atual classificação de zona de equipamentos e infraestruturas para zona de solo urbano de média dimensão, sem prever a proteção acústica de que os equipamentos de educação e saúde gozam. Além disso, o facto de ter incluído a zona assinalada como Unidade de Intervenção especial obriga a que seja feito um plano de pormenor ou de urbanização, o que acarretará outros custos adicionais e demoras processuais.

Para o PSD, esta atitude só se justifica no pressuposto de o atual executivo Camarário pretender obstaculizar e encarecer este projeto fundamental para a nossa comunidade.

“A Câmara tem conhecimento formal da localização do Hospital desde Abril. Garantiu que ia salvaguardar essa localização no novo PDM. Porque não o fez? É contra o Novo Hospital? Considera que este não deve ter a sua localização no Funchal?” Estas são as questões deixadas pelos social-democratas.