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Notícias
  Sábado, 18 Junho 2016

O PSD vê com crescente preocupação os comportamentos do atual executivo camarário do Funchal. "À fase do estado de graça e de campanha pós-eleitoral desenfreada, estamos a assistir ao desnorte e à gestão errática e ruidosa", afirmou o presidente da Concelhia do Funchal, Carlos Rodrigues, numa conferência em frente à Câmara Municipal.

Para Carlos Rodrigues esta postura "inaceitável" de quem gere a CMF tem como causas principais dois aspetos centrais: "disfarçar o fracasso que tem sido uma gestão sem resultados, que imobilizou a cidade, que a tornou um pior local para viver e em quem ninguém se revê; e a procura constante de inimigos externos que permita lançar uma cortina de fumo sobre a gritante incompetência de quem gere os destinos do município".

O presidente da concelhia do Funchal lembrou os programadas ligados ao apoio social que tiveram níveis de adesão "reduzidos e insignificantes", o ataque aos comerciantes do Mercado dos Lavradores, a aplicação de medidas de “'imobilidade' sem qualquer plano, estratégia e visão" e o "desprezo e desconsideração pelos comerciantes do centro do Funchal", com a realização de eventos sem a opinião, participação e envolvimento dos mesmos.

Além disso, referiu, "esta semana, de forma inusitada, assistimos a uma grave investida sobre o principal sector da economia regional, o Turismo", acusando esta vereação de ser "absolutamente incapaz de ter uma visão estruturada e abrangente sobre os efeitos multiplicadores desta atividade", na medida em que "promove iniciativas contra o espírito comum que deve prevalecer em áreas completamente transversais e fundamentais para o desenvolvimento económico, a criação de emprego e o aumento disponível dos rendimentos dos cidadãos".

"Em vez de adoptar uma atitude colaborativo e cooperante, insiste em se apartar das decisões e dos processos, preferindo o confronto egotista, interesseiro e não coincidente com as necessidades da população em geral e dos investidores e criadores de emprego, em particular," disse Carlos Rodrigues.

Para o autarca do  PSD, a gestão de Paulo Cafôfo tem sido marcada por objetivos de autopromoção, com recuros à sua própria desculpabilização e ao confronto pelo confronto, sem qualquer racionalidade nem benefício para o município, pelo que tem de ser condenada e denunciada.

"Esta postura de ataque ao turismo como atividade e aos seus protagonistas é contrária aos interesses dos munícipes funchalenses, significa uma retirada de vantagens competitivas à economia", acrescenta Carlos Rodrigues, sublinhando que esta Câmara do Funchal e os seus irresponsáveis dirigentes esquece-se de apostar na concentração de eventos e promoção que tenha como palco principal a nossa cidade e de ter uma visão integrada e concertada. Contudo, "em vez de desenvolver e construir sinergias com todos (outras autarquias, governo regional, privados e associações), opta pelo isolamento e alheamento, não percebendo que, dessa forma, está a prestar um péssimo serviço a todos os que vivem e trabalham nesta cidade".