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Notícias
  Segunda, 7 Março 2016

Se a Madeira conseguir aliar a componente turística tradicional à procura enquanto destino de geoeconomia e geofinança encontra "um sustentáculo forte, sustentável, para a sua economia e bem estar dos seus habitantes", afirmou hoje Ângelo Correia, na 1ª Conferência do Gabinete de Estudos e Relações Externas do PSD Madeira (GERE), realizada no Hotel do Castanheiro.

O ex-ministro da Administração Interna considera que o que foi feito nos últimos dois anos no Centro Internacional de Negócios é muito importante, sublinhando que a Madeira também tem de ter um papel ativo na política externa, sobretudo em dois países com uma grande comunidade de madeirenses, a Venezuela e a África do Sul, mas também nas ilhas Altânticas, com as quais tem problemas em comum.

Ângelo Correia defende, assim, que a grande visão para a nossa Região, do seu ponto de vista, passa por aquilo que tem sido feito nos últimos anos: abrir-se. Ou seja, afirmou, o que reflete a importância da Madeira vai ser, não a estratégia militar tadicional, mas a capacidade de redescobrir vocações. A da Madeira depende de uma coisa que já tem: a sua marca. Apenas precisa, salientou o histórico social-democrata, acrescentar-lhe algumas valências que a tornem ainda mais apelativa. Entre elas, a importância estratégica que poderá ter na gestão integrada nacional portuguesa da plataforma continental. "É preciso ver uma coisa, a plataforma  que Portugal está hoje em dia a requerer tem a dimensão de 41 vezes mais do que o território nacional existente, incluindo a Madeira os Açores", afirmou Ângelo Correia, salientando que "é preciso vigiar, controlar, usufruir e beneficiar as pessoas".

Por seu lado, o diretor do GERE, Sérgio Marques, afirmou que, após um ano de atividade, o balanço do Gabinete de Estudos é "muito positivo", acrescentando que em breve será apresentado, ao presidente do Partido, um conjunto de documentos de reflexão importantes para o futuro da Região.

Além das reuniões e da produção de documentos, o GERE continuará apostar em conferências, em moldes semelhantes à que foi hoje realizada.