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Notícias
  Segunda, 23 Janeiro 2023

O ensino superior esteve, hoje, em debate numa conferência organizada polo Grupo Parlamentar do PSD e pela JSD, no Salão Nobre da Assembleia Legislativa da Madeira, que teve por oradores o Secretário Regional da Educação e o Reitor da Universidade da Madeira, onde estiverem em foco algumas das temáticas que têm dominado a atualidade, como a questão relacionada com o contingente de acesso das regiões autónomas, ou ainda o subfinanciamento da Universidade da Madeira e o chumbo, na Assembleia da República, da proposta relativa ao estudante-atleta.

A este propósito, Bruno Melim, deputado e líder da JSD, lembrou que, apesar de o ensino superior ser “uma responsabilidade da República”, tem sido o Governo Regional a assumir, desde 2018, algumas dessas responsabilidades, sendo esta conferência uma oportunidade de reflexão sobre todas essas situações e sobre os desafios do ensino superior no futuro, em especial no que se refere à internacionalização da Universidade da Madeira. Uma Universidade que, embora estando localizada na nossa Região, conforme destacou o Secretário Regional da Educação, é uma universidade do país. Logo, “deve ter acesso às mesmas condições que todas as outras universidades”.

Contudo, esclareceu Jorge Carvalho, não deve ser tratada de forma igual, mas equitativa e alvo de discriminação positiva, devendo ser considerado, tanto para o seu financiamento como no apoio aos estudantes, o facto de estar localizada numa região ultraperiférica.

“Para nós, a universidade na Madeira é fundamental para o desenvolvimento e afirmação da Região, para a formação dos nossos jovens, para o desenvolvimento de um conhecimento que se pretende para as várias áreas da Região, mas acima de tudo uma universidade que acompanha aquilo que é o desenvolvimento do país”, afirmou Jorge Carvalho, referindo ainda que o desenvolvimento e progresso que se faz na Região é também o desenvolvimento e o progresso do país.

Por seu lado, o Reitor da Universidade da Madeira sublinhou que a UMa tem vindo a ser subfinanciada há muitos anos, e perdido milhões, não sendo o valor que recebe proporcional à sua população quando comparado com o valor recebido por outras universidades. Além disso, realçou, se fossem consideradas questões da ultraperificidade e da insularidade, e dependendo dos critérios adotados, a Universidade da Madeira deveria receber entre 4 a 7 milhões de euros.

Sílvio Fernandes salientou que este facto fez com que a Universidade tenha perdido a capacidade de aumentar a sua dimensão, sendo esse suporte financeiro fundamental para a diferenciação da UMa em áreas estratégias como o Turismo, Mar ou Saúde.