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  Terça, 20 Setembro 2022

O Grupo Parlamentar do PSD enalteceu o esforço que tem sido feito pelo Governo Regional para apoiar as famílias com estudantes no ensino superior fora da Região, através do Programa Estudante Insular, destacando a recente alteração que permite que os alunos que entraram este ano possam pagar a primeira viagem para o Continente, após conhecidos os resultados do concurso nacional de acesso, ao preço da tarifa de residente, ou seja 86 euros, bastando apresentar o comprovativo de colocação.

Numa iniciativa realizada junto ao Gabinete do Ensino Superior, o deputado Bruno Melim afirmou que esta medida evita que se paguem preços de 400, 500 e 600 euros, sendo esta "uma demonstração clara da postura do Governo Regional, que tem estado atento à dinâmica da mobilidade dos mais jovens, contrariamente aquilo que se verifica com o Governo da República”.

"Num tempo de maiores constrangimentos para as famílias, o que podemos verificar é uma disponibilidade do Governo Regional em atualizar e encontrar uma alternativa que, não sendo da sua responsabilidade, permita aos nossos jovens viajarem aos preços previstos no subsídio social de mobilidade, contrariamente aos preços que são praticados pelas diferentes companhias aéreas. Não temos, por isso, qualquer problema em afirmar que é a governação regional liderada pelo PSD que assegura o acesso dos nossos jovens ao ensino superior”, afirmou.

Bruno Melim lembrou que o Programa Estudante Insular foi criado em 2018, tendo em consideração que um dos custos mais avultados para as famílias se prende com o preço das viagens, permitindo que os estudantes madeirenses paguem apenas 65 euros.

O deputado recordou que, com a entrada em vigor do Programa, já foram realizados cerca de 68 mil processos, 2600 referentes ao ano letivo 2022/2023, o que leva a que cerca de 7500 estudantes tenham sido beneficiados, numa média mensal que ronda os 1500 jovens.

"Para que se tenha noção do que este investimento implica, importa referir que o Governo Regional já pagou um valor superior a 15,5 milhões de euros em adiantamentos, valor esse que foi poupado às famílias para que pudessem investir noutras áreas importantes para a fixação destes mesmos alunos. Importa referir também que a poupança gerada às famílias com a aplicação desta medida, pode em muitos casos ser o equivalente, só na viagem de ida para o continente, a 6 meses de propinas", lembrou.

Bruno Melim reiterou que "esta é mais uma prova da ausência de compromissos por parte da República, uma vez que o sucessivo adiamento da aplicação das alterações ao subsídio social de mobilidade prejudica diretamente as famílias e os jovens madeirenses que procuraram a sua realização académica no exterior".