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Notícias
  Quarta, 8 Junho 2022

O líder do Grupo Parlamentar do PSD/M afirmou, hoje, que a Madeira e os Açores só têm a ganhar se estiverem unidos em torno de matérias comuns.

Numa conferência de imprensa realizada no âmbito da Cimeira entre os Grupos Parlamentares do PSD Madeira e Açores, que decorre em Ponta Delgada, e após uma reunião de trabalho onde ambas as regiões apresentaram a sua visão sobre a Lei das Finanças Regionais, Jaime Filipe Ramos realçou a importância da aproximação política entre os dois arquipélagos.

Para o líder parlamentar madeirense, tanto a Madeira como os Açores só têm a ganhar com essa aproximação porque nos momentos em que isso não terá acontecido “só favoreceu o Estado português”, em detrimento delas próprias e da sua população.

Foi, por isso, uma mensagem de unidade que o PSD Madeira deixou neste encontro com os parlamentares social-democratas açorianos e de trabalho conjunto, sobretudo no que diz respeito à Lei de Finanças Regionais, “em que ambas as regiões possam ganhar e não o que tem acontecido até à data em que se coloca uma Região contra a outra”.

“Esta teoria que prevaleceu durante algum tempo de dividir as Regiões para beneficiar o Estado tem de terminar. Esse é um jogo que só interessa ao Estado Português, mas não interessa aos portugueses do Atlântico, seja da Madeira ou dos Açores.”

Jaime Filipe Ramos afirma que as Regiões Autónomas estão “do mesmo lado” e é nessa condição que devem reivindicar matérias em comum, como as da fiscalidade, da solidariedade do Estado ou dos compromissos para com as Regiões que não são assumidos, como as do ensino superior e de competência do mar.

“Há muitas coisas em comum que nós temos a ganhar e a Lei de Finanças Regionais é um passo inicial”, disse, exortando os Governos Regionais da Madeira e dos Açores para que possam assumir este processo negocial e lembrando a necessidade desta lei ser rapidamente alterada.

O líder do Grupo Parlamentar do PSD/M lembrou que o quadro atual, ao nível nacional, permite ao PS e ao Governo da República assumirem essa responsabilidade de criar as condições para que as regiões tenham uma lei mais justa e mais equilibrada, que favoreça a Madeira e os Açores.