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Notícias
  Domingo, 6 Março 2022

“Olho para esta sala, para os nossos Militantes e Simpatizantes e para as novas gerações, assim como para a base histórica do Partido e sei que nos vamos ganhar as eleições em 2023”, afirmou, hoje, o Presidente do PSD/Madeira, no encerramento do 18º Congresso Regional do PSD/Madeira, mais uma sessão que encheu a sala do Centro de Congressos da Madeira. Ocasião em que reiterou que o ciclo político que ora se encerra com cinco vitórias expressivas do PSD/Madeira não deve fazer o Partido esmorecer, mas, sim e pelo contrário, mobilizar todos os seus Militantes para os próximos desafios e para a vitória de 2023.

“Este novo ciclo político que agora se inicia é muito desafiante e a sua primeira fase deve conduzir a uma vitória concludente nas Eleições Regionais de 2023”, apelou, lembrando que, para ganhar estas eleições, o PSD/Madeira tem de ter a humildade de saber em que terreno é que se move e a inteligência de perceber, em primeiro lugar, a conjuntura internacional, nacional e regional em que se integra.

Do ponto de vista internacional, explicou, temos uma guerra, assistimos ao agravamento da recessão económica que já estava no horizonte e teremos de enfrentar consequências a vários níveis e, particularmente, do ponto de vista económico, o que nos obrigará a governar a nossa Região, com redobrada responsabilidade e estabilidade, mantendo os apoios aos sectores sociais mais vulneráveis e, simultaneamente, aos sectores mais dinâmicos da nossa economia e sabendo aplicar, com inteligência e rigor, as verbas do PRR e aquelas que decorrem do próximo Quadro Comunitário.

Paralelamente, prosseguiu Miguel Albuquerque, “temos um País onde a situação também não está fácil, um País que tem a terceira dívida mais alta da Europa, quase 130% do PIB e onde a subida das taxas de juros irão trazer graves dificuldades”, apenas ultrapassáveis através do crescimento económico. Um crescimento “onde a Madeira e os Açores podem e devem ser parceiros fundamentais”, referiu.

"Grande desafio é liderar a mudança, em unidade, dentro do PSD/Madeira", afirma Albuquerque

“O grande desafio que nós temos, neste momento, é continuar a liderar a mudança e que essa liderança seja feita, em unidade, dentro do PSD/Madeira”, afirmou Miguel Albuquerque, mostrando-se otimista quanto ao futuro e garantindo que o PSD/Madeira está preparado para ultrapassar, com sucesso, os próximos desafios eleitorais. “O PSD/M não é um Partido conservador, é o Partido do Futuro e estamos aqui para servir as novas gerações, não temos medo de enfrentar as mudanças e vamos, acima de tudo, liderá-las”, disse.

Miguel Albuquerque que, na sua intervenção, anunciou o arranque de um exaustivo e extenso programa de auscultação à sociedade civil, que será lançado em breve, denominado “Compromisso 2030”, uma auscultação que decorrerá em sessões de trabalho, visitas, reuniões, mesas-redondas, workshops, fóruns e outras ações, de modo a que o Partido possa ouvir, com atenção, especialistas, agentes sociais, dirigentes e protagonistas associativos e da sociedade civil, das empresas e do mundo laboral, da educação e da área social, da Universidade de Ciências, das tecnologias e dos Centros de Investigação, com vista à concretização de um programa eleitoral, consentâneo com os desejos e aspirações dos Madeirenses e, sobretudo, com os sectores mais dinâmicos e inovadores da Região.

“Vamos apresentar um programa de futuro, virado para a qualidade de vida e para o crescimento económico e assumimos, hoje, tal como no passado, que todas as decisões que iremos tomar serão as mais acertadas para o futuro da Madeira”, garantiu.

“Estamos disponíveis, como sempre estivemos, para dialogar com o Governo da República”, garante Miguel Albuquerque

Lembrando que, a nível nacional e do ponto de vista político, existe um Governo da República socialista que tem maioria absoluta, Miguel Albuquerque fez questão de frisar que essa maioria absoluta não significa nem pode significar “poder absoluto e indiscriminado” e garantiu que, tal como no passado, está disponível para dialogar, em nome do interesse superior da Madeira.

“Da nossa parte, estamos disponíveis – como aliás, sempre estivemos – para encetar um diálogo profícuo com o Governo Nacional, tendo em vista a solução das questões pendentes com a República”, disse, um diálogo que se espera sem interferências, homem a homem, entre Governos e focado na resolução dos problemas e na criação de plataformas de entendimento que sejam positivas para a Madeira, até porque o “desenvolvimento da Madeira é o desenvolvimento do País”.

Albuquerque que, nesta oportunidade, disse esperar que o Senhor Primeiro-Ministro não utilize os instrumentos de Estado para fazer “mesquinha política partidária”, reiterando que, logo a seguir à tomada de posse do Governo da República, solicitará uma audiência a António Costa.

“É tempo do Estado Português ultrapassar o preconceito do centralismo herdado”, disse, ainda, esperando que o diálogo a estabelecer e a abertura para com os dossiês da Madeira encontre eco e reciprocidade.