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Notícias
  Sexta, 14 Janeiro 2022

O Grupo Parlamentar do PSD apresentou, na Assembleia Legislativa da Madeira, um voto de solidariedade para com o Embaixador português na Venezuela, Carlos de Sousa Amaro, pela sua retenção à entrada do Estado de Guárico, enderençando ao corpo diplomata português e a todos os que têm sido prejudicados pelo regime antidemocrático, que impera naquele país, uma palavra de conforto e apreço e reiterando que Portugal tem de assumir uma postura firme na defesa desta comunidade.

Carlos de Sousa Amaro, Embaixador de Portugal na Venezuela, juntamente com Octavio Orta, deputado luso-venezuelano da Assembleia Nacional eleita em 2020, ficou retido, durante várias horas, à entrada do Estado de Guárico, em San Juan de Los Morros, que tem uma posição política contrária à do regime de Nicolas Maduro e onde vivem muitos portugueses e lusodescendentes, quando se dirigia para uma reunião com Presidentes de Câmara locais, com o objetivo de preparar um protocolo para auxiliar os idosos mais vulneráveis.

Esta não é a primeira vez que um incidente desta natureza se regista quer com diplomatas portugueses, quer com de outros países ou da União Europeia. Contudo, a lei é clara quando atesta que a documentação dita normal é suficiente para circular no país, pelo que este pedido da Guarda Nacional tem um pendor meramente político.

Trata-se de uma situação preocupante que revela a persistência, o desrespeito e a prepotência de Nicolas Maduro e do seu regime, bem como a contínua falta de democracia e de diálogo existentes na Venezuela.

Num país onde a Amnistia Internacional relata a repetida violação da liberdade de expressão e dos direitos humanos, urge, cada vez mais, uma mudança de paradigma político que eliminem episódios como este.

A retenção de Sousa Amaro e de Orta revelam que o acompanhamento internacional continua a ser necessário e deve espelhar-se em posições e estratégias claras.