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Notícias
  Terça, 11 Janeiro 2022

O deputado Bruno Melim afirmou, hoje, na Assembleia Legislativa da Madeira, que “os portugueses chegam a 2022 com uma decisão importante em mãos”.

“Apesar de estas eleições se realizarem num período marcado pela tentativa de recuperação da economia global num mundo pós-pandemia, constituem-se como a última oportunidade para recuperar um País que apresenta como cartão de visita uma dívida pública que representa 135% do PIB, em que para se sair da pobreza uma família leva 5 gerações, ou mantendo-nos no registo da pobreza para aqueles que dizem ser contra ela, o segundo país mais pobre da Europa apenas atrás da Bulgária”, disse, referindo que, este é, de resto, “o legado da governação do PS a que se junta a perda generalizada do poder de compra, nomeadamente, com a subida abrupta do salário mínimo sem que se criassem condições para que o ordenado médio pudesse subir”.

Bruno Melim sublinha que, “para os autonomistas, este é um ato eleitoral mais importante”, salientando que, “nunca como agora, as diferenças foram tão evidentes entre aqueles que defendem a Autonomia e a Liberdade e aqueles que se contentam com as migalhas vindas de um País em que os decisores políticos ainda não perceberam que existe mais País para além do horizonte do Tejo”.

Nesse sentido, considera ser evidente que no ato eleitoral do próximo dia 30 de janeiro só há duas opções claras: “Ou votamos naqueles que apesar das suas diferenças ideológicas se unem e põe a Madeira Primeiro ou votamos naqueles que dizem estar sempre com a Madeira, mas cuja ação em nada nos beneficiou.”

O deputado questionou ainda “como é que alguém ousa dizer que merece o voto dos madeirenses quando, ao final de 6 anos, ainda não conseguiu clarificar quanto é que vai pagar do novo Hospital da Madeira”.

E isso aplica-se a outras matérias, como a discriminação dos Estudantes portugueses do Ensino Superior na Região Autónoma da Madeira em matérias como o passe sub-23, a majoração do financiamento da Universidade ou do aprofundamento da Autonomia que nos permitiria, entre outras coisas, dotar a nossa Região dos instrumentos necessários para fazer desta uma Região ainda mais rica, ainda mais próspera e com mais oportunidades.

Os mesmos que ousa falar, adianta, votaram contra um diploma que previa a alteração do subsídio social de mobilidade para que os estudantes e residentes pagassem apenas 65€ e 86€, e uma vez aprovado, na Assembleia da República, o referido diploma nada regulamentaram.

Os mesmos que, depois de tudo isto, têm “o desplante”, a pouco mais de um mês das eleições, de suspender a vigência da referida lei por “dificuldades de aplicação da mesma” quando nada fez para a implementar.

Em síntese, referiu Bruno Melim, “a 30 de janeiro as pessoas terão de escolher entre os Autonomistas e aqueles que se servem da Madeira para fazer política, nomeadamente para regressar a casa após o insucesso político da sua demanda definida pelo Largo do Rato. A opção é votar entre os que nos defendem e aqueles que na hora da verdade votam contra as propostas que beneficiam a Madeira”.

A opção é também “votar entre quem propõe e procura concretizar a resolução dos nossos problemas diários e aqueles que, mesmo quando perdem votações na Assembleia da República, não aplicam a decisão tomada pela Casa da Democracia portuguesa” e “entre quem procura salvaguardar os instrumentos diferenciadores criadores de competitividade na Região, ou entre aqueles que não tiveram qualquer pejo em pôr em risco dezenas de famílias e milhares de pessoas com opções políticas nefastas à Madeira, como a atitude que o Governo da República do PS teve para com o Centro Internacional de Negócios da Madeira”.

Para o deputado, a 30 de janeiro “escolhemos muito mais do que um líder para o Governo da República”: “Aquilo que escolhemos é que novo horizonte queremos para os próximos anos. Se um Estado imobilista, parado e incapaz de resolver os problemas dos cidadãos, ou um Estado dinâmico com novas respostas e com uma perspetiva interclassista, personalista e humana próprios da social-democracia."

E para as novas gerações garantiu que “o projeto político Madeira Primeiro é o único com hipóteses reais de eleger um jovem como representante parlamentar da Juventude na Assembleia da República, pela Madeira”. E é também “o único voto útil, pelas mesmas razões de sempre: a defesa e salvaguarda, intransigentes, da Autonomia, Prosperidade e do Progresso”.