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Notícias
  Quarta, 24 Novembro 2021

O Grupo Popular Europeu, no qual se inclui o PSD, rejeitou participar na missão de observação eleitoral do Parlamento Europeu à Venezuela para o acompanhamento das eleições municipais e regionais, que teve lugar no passado dia 21 de novembro. A primeira missão enviada pela União em 15 anos ao País sul americano.

Para Cláudia Monteiro de Aguiar "a participação nesta missão seria a validação do regime de Nicolás Maduro que consideramos ilegítimo e que sistematicamente tem violado os direitos humanos do povo Venezuelano. Situação que o PSD no Parlamento Europeu, de forma coerente tem condenado, por diversas ocasiões.”

Segundo a deputada do PSD "estas eleições, como todas as anteriores no regime de Maduro, não foram livres nem transparentes. Decorreram em contexto onde existem inúmeros presos políticos, candidatos desqualificados ou exilados, para além de 5 milhões de Venezuelanos que foram obrigados a abandonar o seu país devido ao regime autoritário de Maduro e se viram privados do direito a voto. Além do mais estamos cientes que na Venezuela existe um controlo absoluto sobre os meios de comunicação social, o que leva a que os princípios básicos do Estado de Direito não sejam cumpridos. Vamos agora validar uma missão a umas eleições sobre as quais consideramos ilegítimas?", questiona.

Cláudia Monteiro de Aguiar que, a este propósito, lembra ainda que o Tribunal Penal Internacional abriu recentemente um procedimento para investigar o regime de Nicolás Maduro como responsável por crimes muito graves contra a humanidade,  considerando que a validação deste regime “é um erro estratégico e político quer pela participação nesta missão de deputados socialistas portugueses, quer pela luz verde dada por Josep Borrel, Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, que debilita a posição da União".

A deputada madeirense relembra que “o PSD estará sempre, e de forma coerente, ao lado do povo Venezuelano, que luta contra um regime de terror e opressão que continua a empobrecer o País e obriga grande parte dos venezuelanos a viver em condições humanitárias degradantes ou no exílio”.