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  Segunda, 26 Abril 2021

“No Funchal, abril não se tem cumprido. Abril não é somente assinalar a data com artefactos, não é forrar paredes de cravos, nem encher a boca de palavras vãs. Abril é mais do que isso e não basta dizer-se que se tem uma gestão transparente, séria e democrática ou afirmar que se trouxe a esta casa uma primavera da democracia nunca antes vista, era preciso ter-se vergonha e querer trabalhar de verdade, sem ter como única intenção calar quem nunca teve medo de apontar a incúria e o desleixo de quem governava esta câmara”. A afirmação é da deputada municipal do PSD Vera Duarte que, ontem, nas celebrações do 25 de abril, deixou evidente que, no Funchal, os princípios e valores desta efeméride estão por garantir, lamentando que, a vários níveis, o Executivo Municipal ignore e esqueça o verdadeiro significado da democracia e da liberdade que o Município merece e mais precisa, além de desrespeitar, diariamente, os Partidos legitimamente eleitos à Assembleia Municipal.

“Tal como a autonomia, também abril é um processo inacabado e ainda hoje há respostas por dar, basta olhar para as realizações do presente na nossa cidade”, disse, a este propósito, a Social-democrata, exemplificando que, tanto do ponto de vista social quanto económico, a gestão que tem vindo a ser feita pela Câmara Municipal do Funchal, muito mais exigente neste último ano e em função dos efeitos da pandemia, deixa muito a desejar no respeitante ao beneficio que se exige para os Funchalenses.

“Quando temos um Executivo que, neste ano de pandemia e de graves dificuldades sociais e económicas, se dá ao luxo de contratar serviços, no âmbito da candidatura do Funchal a Capital Europeia da Cultura, por um valor três vezes superior àquele que pagaria ao artista desconvidado, sem nunca ter tempo ou preocupação em aprovar apoios diretos aos empresários em desespero, a não ser agora, a meses das Eleições, vemos que abril não se cumpriu. Assim como abril não se cumpre quando temos um Presidente de Câmara que é incapaz de criar ligações com as forças vivas da cidade, que se limita a levar assuntos gastos às reuniões de vereação, que não avançam pela sua incompetência e que fecha os olhos à realidade que importa debater, democraticamente, e que há muito deixou de governar para dedicar-se a campanha política ou quando temos, ainda, um Executivo que promove um autêntico garrote financeiro à freguesia do Monte, não lhe transferindo um único cêntimo, querendo impor um contrato de delegação de competências, situação que apenas se resolveu graças ao PSD e aos restantes partidos da oposição, através desta Assembleia Municipal”, exemplificou a deputada municipal, entre outros casos como a ameaça aos trabalhadores da FrenteMar Funchal, a recusa do pagamento de serviços à empresa Águas e Resíduos da Madeira, a fraca taxa de execução de 37% do orçamento ou a indisponibilidade de reunir e de dialogar com a vereação eleita ao Município, também lembrados na sua intervenção.

Vera Duarte que, recordando que abril “nos trouxe a liberdade, a democracia e a autonomia, mas, também, a responsabilidade e a aspiração de mudar vidas”, rematou afirmando que “hoje e mais do que nunca, o que o Funchal precisa é de quem o coloque sempre à frente”.