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  Quarta, 21 Abril 2021

Deputados Municipais condenam a demagogia e a leviandade com que foi comunicado o resultado da última Assembleia Municipal de Santa Cruz e reiteram que nunca, em momento algum – e ao contrário do que a JPP afirmou – estiveram contra a atribuição dos apoios sociais. “O que se exige é critério, justiça e regras claras nessa mesma atribuição”, sustentam

Os deputados municipais do PSD eleitos à Assembleia Municipal de Santa Cruz consideram condenável a forma como o JPP veio a público comunicar as conclusões da última Assembleia Municipal, reiterando “ser falso que o PSD tenha demonstrado estar contra qualquer tipo de apoio social”, estando apenas em causa a necessidade de “aclarar os critérios e as regras com que estes apoios são atribuídos, à luz das necessidades de quem mais precisa e, não, de outros interesses político-partidários”. Aliás, reforçam, “é através da gestão criteriosa destas ajudas que elas podem, efetivamente, cumprir o seu papel e beneficiar o concelho”.

Paralelamente, sublinham, “tal como nunca estivemos contra a atribuição destes apoios, também é falso que alguma vez tenhamos votado contra ou criticado estas ajudas”, esclarecendo que a abstenção manifestada surge “pelo facto de entendermos que estes apoios sociais devem abranger também as empresas e os trabalhadores independentes, na base de uma estratégia global e devidamente focada na tão necessária manutenção dos postos de trabalho, o que, até à presente data e por parte do Executivo Municipal, ainda não aconteceu e parece não ser prioridade”.

Em causa, estava a discussão de um empréstimo de 2.000.000,00 (dois milhões de euros) contraído pela Câmara Municipal no âmbito do combate à pandemia COVID19, empréstimo esse a pagar por todos os Santa-Cruzenses “que deve, por isso mesmo, ser gerido e utilizado com seriedade, justiça e responsabilidade”.

“Não é aceitável que o JPP venha a público, mais uma vez, vitimizar-se e deturpar a realidade, quando a única coisa que o PSD pretende é que o Executivo camarário olhe para o concelho de forma responsável e seja capaz de garantir, conforme é sua obrigação, que, tanto as famílias quanto as empresas sejam apoiadas nas suas necessidades, tendo por base uma gestão criteriosa que, pelos vistos, é incómoda a quem está habituado a não prestar contas a ninguém”, sublinham, ainda, os deputados municipais, que vão mais longe ao afirmar que “a demagogia habitual a este Executivo nada acrescenta à população e, pior, apenas adia soluções que são urgentes ao Município”.

Recordando o exemplo de programas criados pelo Governo Regional como o FEAS ou o FAROL, “os quais têm sido fundamentais para as famílias Madeirenses, pese embora altamente criticados pelo Município de Santa Cruz e pelas Juntas de Freguesia do JPP” – Juntas essas que chegaram a cobrar pela emissão de documentos necessários às candidaturas destes programas – o PSD remata afirmando que “não é desta falta de seriedade e desta ausência de visão que Santa Cruz mais precisa nesta fase, nem é na base deste discurso calunioso que se cumpre o serviço público a favor dos Munícipes”.