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Notícias
  Quinta, 8 Abril 2021

Vereadores Social-democratas viram-se, hoje e mais uma vez, impedidos de falar sobre os assuntos que entendem ser fundamentais discutir sobre a cidade – nomeadamente relacionados com os apoios a garantir nesta fase de pandemia – e lamentam que o Município seja liderado por alguém que desrespeita a oposição, que governa unilateralmente e que está mais preocupado com a sua imagem do que com o bem-estar dos Munícipes

“Já não bastava o facto de termos apenas reuniões quinzenais – e não semanais conforme devia ser – para que o Presidente do Executivo possa assegurar a sua agenda político-partidária, agora até nos cortam a palavra quando estamos a questionar e a defender o que é melhor para a cidade, algo que, pelos vistos, pouco ou nada preocupa os responsáveis pela gestão deste Município” denunciou, hoje, a vereadora do PSD Paula Menezes, depois do seu Partido ter sido impedido de abordar alguns assuntos que tinha previsto para esta reunião de vereação, “apenas e só porque o Presidente não sabe respeitar a diferença nem a democracia que tanto apregoa”.

Críticas fundamentadas naquilo que o PSD lamenta ser “uma atitude recorrente” do Presidente do Executivo do Funchal, “que nada abona a favor do concelho nem de cada um dos seus Munícipes e que chega a colocar em causa o papel daqueles que também foram legitimamente eleitos para fazer parte do Município e trabalhar em prol do bem comum”.

Paula Menezes que criticando a falta de abertura reiterada em mais esta reunião – na qual não só não foi aprovada a reunião extraordinária requerida pelo PSD para abordar as acusações públicas feitas pelas Associações que trabalham com as pessoas em situação de sem-abrigo a esta Câmara Municipal e a questão da habitação partilhada, como o Executivo incluiu o que contradiz a lei e sem querer ouvir contraditório – sublinha que esta postura chega a colocar em causa o princípio destas reuniões. “Se estas reuniões de trabalho servem apenas para confirmar aquilo que o Presidente anuncia, dois ou três dias antes, na comunicação social e se resumem ao cumprimento de uma formalidade que esvazia, por completo, o papel da oposição, então efetivamente não há democracia neste concelho nem direito à opinião”, critica, reforçando que o eleitorado dos restantes Partidos acaba por não ser, desta forma, respeitado.

Refira-se que, entre outros assuntos, os vereadores do PSD tinham previsto abordar nesta reunião matérias relacionadas, por exemplo, com o impacto do COVID19 nas equipas e no funcionamento da própria autarquia, com o grau de implementação dos apoios às empresas e aos munícipes residentes no concelho, com o combate aos derrames de água e melhoria do saneamento básico, com o projeto da Ciclovia, com as pragas urbanas e, também, com o reconhecimento salarial aos Bombeiros Sapadores do Funchal, já aprovado em sede de Assembleia Municipal (ainda por implementar).