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  Terça, 16 Março 2021

Deputado confrontou o Secretário de Estado da Transição Digital a propósito da Madeira e do Porto Santo estarem excluídos de algumas plataformas de compras online, considerando inaceitável esta discriminação. Uma intervenção que obteve a garantia de que a situação, supostamente desconhecida pelo Governo da República, seria ultrapassada

“Nos dias que correm e fruto da alteração dos padrões de consumo e do acesso aos bens e serviços ditados pela pandemia, é inaceitável que os consumidores da Madeira e do Porto Santo se vejam limitados nas suas compras online, sendo esta mais uma discriminação a denunciar a quem tem a obrigação de olhar para o País como um todo e, não, como uma realidade meramente continental”. A afirmação é do deputado Paulo Neves que, perante o Secretário de Estado da Transição Digital, reiterou o seu desagrado face à exclusão da Região de algumas plataformas de venda online, exclusão essa que já havia sido denunciada aquando da aprovação por unanimidade de um parecer que tinha por objetivo pôr fim a este bloqueio geográfico.

Em resposta, o Secretário de Estado, que admitiu desconhecer a situação, garantiu que iria de imediato perceber de que forma é que a injustiça denunciada pelo deputado podia ser ultrapassada, assumindo tal compromisso.

Ainda na sua intervenção, na Assembleia da República, o deputado eleito pelo PSD/M à Assembleia da República destacou a importância dos cabos submarinos para a Madeira e pediu “preços competitivos e acessíveis, tanto para as empresas como para os consumidores individuais”.

Paulo Neves que, a este propósito, lembrou que a Região está a apostar fortemente na estratégia de digitalização e deu o exemplo do Plano de Recuperação e Resiliência, no qual “parte das verbas disponibilizadas serão canalizadas, precisamente, para a digitalização das empresas, do ensino e da administração regional”.

“A verdade é que, na Região e a par do Centro Internacional de Negócios, temos assistido ao surgimento de muitas empresas na área tecnológica e tem crescido o número dos trabalhadores nómadas digitais, o que nos obriga a estarmos cada vez mais bem preparados e a sermos ainda mais competitivos nesta matéria e é também por isso que exclusões como a que está aqui em causa não fazem qualquer sentido”, reforça o deputado Social-democrata, vincando que a par da mobilidade aérea e marítima, a mobilidade digital é e será decisiva para o futuro da Madeira e do Porto Santo.