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Notícias
  Domingo, 14 Março 2021

O Grupo Parlamentar do PSD dará entrada, na Assembleia Legislativa da Madeira, de um voto de solidariedade com os trabalhadores da Groundforce da Madeira e do Porto Santo.

Na Madeira e no Porto Santo, em particular, são mais de duzentas as famílias afetadas, tendo os trabalhadores os seus salários em atraso e, inclusive, os postos de trabalhos fortemente ameaçados.

Além da situação social e económica aterradora, o tema ganha uma proporção específica no contexto macroeconómico da Região, considerando que a empresa e os seus trabalhadores desempenham um papel fundamental nos aeroportos regionais.

Os trabalhadores da Groundforce, já massacrados por um ano de pandemia, que afetou as suas vidas e os seus métodos de trabalho, são, agora, confrontados com uma instabilidade que coloca em causa os seus direitos, os seus salários e o seu futuro.

O Estado, neste caso, tem o dever de salvaguardar os direitos dos trabalhadores da empresa, não só enquanto acionista da TAP, fortemente envolvida nas negociações, mas como garante de que, no nosso país, se defendem e aplicam, sem subterfúgios, os princípios e os direitos constitucionais.

Não é aceitável que o Governo da República assista, sem soluções concretas, ao desenrolar desta situação, consciente das suas responsabilidades perante a empresa e perante os seus trabalhadores, exigindo “garantias claras e firmes", num discurso completamente desfasado daquele que tem vindo a fazer, por exemplo, com a TAP, onde já injetou milhões de euros.

Tratando-se de cidadãos que merecem a mesma qualidade de vida, o mesmo tratamento, a mesma efetivação de direitos, é com grande preocupação que assistimos a esta inércia e hesitação por parte do Governo da República.

O Grupo Parlamentar do PSD entende que os trabalhadores da Groundforce merecem respeito, uma intervenção imediata e um acompanhamento inequívoco que salvaguarde a sua situação laboral.